Cinco anos depois da morte de Miguel de Oliveira, o boxe londrinense luta para não deixar morrer todo o legado construído por aquele que é reconhecido até hoje como seu maior incentivador. Graças ao trabalho de alguns discípulos do lendário personagem do esporte londrinense, como o próprio filho César, novos talentos continuam a surgir, mas a falta de recursos financeiros para mantê-los na ativa impede que eles sigam o mesmo caminho vencedor.
Ao lado de Edílson Pereira, lutador profissional que aprendeu o ofício com Miguel, César rala para manter a academia de boxe que o pai construiu há 40 anos, que hoje está sob as arquibancadas do estádio VGD, mas já passou antes pela Vila Nova e ruas Sergipe e Maranhão. É o único local, segundo a dupla, que ainda trabalha com o boxe de alto rendimento na cidade.
"É difícil manter o mesmo padrão que tinha com ele (Miguel de Oliveira), mas a gente procura seguir a mesma filosofia. Estamos formando atletas, sempre participando de campeonatos, trazendo medalhas, títulos. Temos medo de não conseguir dar sequência a este trabalho, mas estamos na luta", conta César.
Rafael Bandeira, de 24 anos, é um dos atletas que começa a se destacar em competições. O lutador, que começou no boxe há 10 anos, conheceu Miguel e sonha trilhar nem que seja parte do caminho do ex-treinador. "É uma grande inspiração. Mas é difícil, só por amor mesmo, porque apoio não tem nenhum", diz ele, que dá aulas de boxe para sobreviver e ter condições de continuar treinando.

Foi um dos maiores nomes do boxe no Brasil, tendo sido tetracampeão brasileiro e inúmeras vezes campeão paranaense; morreu aos 66 anos

A dupla busca aprovar um projeto de R$ 300 mil pela Lei de Incentivo ao Esporte, para reformar a academia e bancar a manutenção de uma equipe de alto rendimento

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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