O técnico de pugilismo do Londrina Esporte Clube e da seleção paranaense, Miguel de Oliveira, observou uma evolução técnica significativa no nível técnico do boxe amador brasileiro durante o Campeonato Nacional da modalidade, que acabou domingo, em São Vicente, no litoral paulista.
''O boxe amador está em alta em todas as regiões do País. Com apoio, o Brasil será uma potência em breve'', prevê Oliveira, que tenta conseguir junto ao poder público um ginásio para a prática da modalidade. Hoje os lutadores do LEC treinam em uma academia sob as arquibancadas do Estádio Vitorino Gonçalves Dias.
Para o treinador, o Brasil leva vantagem sobre os concorrentes por ter todas as variantes de biotipos, o que beneficiaria a formação de lutadores em todas as categorias de peso.
Oliveira também lembrou do salto de qualidade que a Confederação Brasileira de Boxe deu nos últimos anos no tratamento para a equipe nacional. A melhora estaria relacionada à vinda de um grupo de técnicos cubanos para trabalhar com os melhores lutadores do País.
A confederação decidiu manter uma seleção permanente e atacar um velho problema: a falta de intercâmbio internacional. A cada ano a Seleção faz mais viagens para torneios internacionais. No ano passado, foram 17 excursões. ''No próximo ano este calendário pode ser ampliado'', acredita Oliveira. A meta é os Jogos Panamericanos de Santo Domingo (República Dominicana) e o Pré-Olímpico em 2003. O campeão brasileiro meio pesado, Edilson Pereira, 24 anos, lutador do LEC já pré-selecionado, poderá disputar estes torneios.

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