Botafogo-RJ espera por nova batalha jurídica
Rio, 19 (AE) O Botafogo espera por nova batalha jurídica, já a partir da próxima semana, para tentar assegurar sua presença na Série A do Campeonato Brasileiro. O vice-presidente jurídico do clube, Alberto Macedo, esteve hoje na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para conversar com os dirigentes da entidade e saber, ao certo, se as decisões tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) prejudicariam ou não o clube.
"Pelo que entendo, essa discussão vai se arrastar por mais três anos", declarou Macedo, que ironizou a pretensão do Gama de querer voltar à Série A do Brasileiro no lugar do Botafogo-RJ. "Até lá, o Gama vai estar na Série D", disse.
Ainda hoje, a CBF foi intimada, pelo STJ, a entregar até terça-feira ao tribunal documentos sobre regulamento interno das competições organizadas pela entidade e resoluções de diretoria. O presidente em exercício da CBF, Alfredo Nunes, disse estar mais tranquilo de que a seletiva para uma vaga na Taça Libertadores da América e o próprio Campeonato Brasileiro cheguem ao fim sem pendências jurídicas.
"Foi o que sempre quisemos; mas a CBF jamais se furtará a cumprir uma decisão judicial", afirmou. Nunes mandou enviar fax às federações de futebol que têm clubes na seletiva, para confirmar os jogos da rodada. "O que havia era um conflito de jurisdição; o que não podemos é receber uma ordem de um juíz e outra, de um segundo juíz, totalmente contrária à primeira", prosseguiu. O dirigente disse que manteve informado sobre o caso o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que passou a semana na Europa.
Ontem à tarde, Nunes seguiu para a CBF de posse de um habeas corpus. Ele temia ser preso por um "eventual" descumprimento da determinação do juiz do Distrito Federal, Jansen Fialho de Almeida, que exigia a imediata reintegração do Gama à Série A do Brasileiro e sua inclusão na seletiva. "Aos 73 anos, com mais de 50 deles dedicados a atividades públicas, nunca passei por situação tão constrangedora", declarou Nunes. Ele deixou a CBF, após reunião com o secretário-geral da entidade, Marco Antônio Teixeira.





