Botafogo encerra reação do São Paulo
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domingo, 12 de setembro de 2010
Sílvio Barsetti <BR>Agência Estado 
Rio - Era o momento da afirmação. Mas o São Paulo voltou a deixar sua torcida desconfiada com a atuação apagada na derrota por 2 a 0 para o Botafogo, ontem no Engenhão. Totalmente envolvido pelo adversário, escapou de uma goleada. Rogério Ceni foi uma exceção. Ele esteve bem e salvou o time em outros três lances. Em que pese a força do Botafogo, terceiro colocado do Campeonato Brasileiro e agora mais próximo do vice-líder Corinthians, o clássico no Rio pode ter sido um novo sinal de que o São Paulo não tem condições de lutar pelo título da competição.
Com a derrotas de Fluminense e Corinthians, no sábado, o Botafogo soma agora 37 pontos, apenas um a menos que a equipe paulista e quatro abaixo do rival carioca - o Corinthians, porém, apresenta um jogo a menos que os adversários.
O São Paulo, por sua vez, teve freada sua boa reação na tabela. O time do técnico Sérgio Baresi buscava sua quarta vitória consecutiva. Contudo, parou no Botafogo e estacionou nos 28 pontos.
A impressão no primeiro tempo foi boa. Era evidente, porém, a fragilidade da equipe com a ausência de Miranda. Xandão e Samuel se atrapalhavam na zaga e não seria nenhuma decisão rigorosa da arbitragem se pelo menos um deles tivesse sido expulso. Fernandão parecia disperso e perdia quase todas as disputas com os alvinegros. Dagoberto não se escondia e buscava as jogadas com deslocamentos rápidos. Esteve em seus pés a grande chance do São Paulo, desperdiçada num chute com estilo, e precipitado, quando o Botafogo vencia por 1 a 0.
O primeiro gol do time carioca surgiu numa falha da zaga do São Paulo, aos 22 minutos do segundo tempo. Sem marcação, Caio viu diante de si a bola e Rogério Ceni. Chutou com força, mas o goleiro defendeu, com rebote. Na sequência, Loco Abreu, livre, completou. O uruguaio não comemorou o gol. Um protesto silencioso direcionado ao técnico Joel Santana, que o barrou em vários jogos do Brasileiro.
O São Paulo não criava nada. Sérgio Baresi, antes do gol de Loco Abreu, trocou Marcelinho por Marlos. A substituição não surtiu efeito. A cada minuto, o Botafogo conseguia se impor com a habilidade e velocidade de Maicosuel e Edno. Loco Abreu comandava o setor de ataque.
Em outro erro do São Paulo, desta vez no meio-campo, o Botafogo ampliou o placar. Edno recebeu a bola e finalizou do lado esquerdo de Rogério Ceni. Ninguém da equipe visitante esboçava reação. A superioridade do Botafogo, flagrante. Carlinhos Paraíba e Ilsinho entraram na metade do segundo tempo, mas também não mudaram a dinâmica do jogo.
NO RIO DE JANEIRO
Botafogo 2
Jefferson; Antonio Carlos, Fábio Ferreira e Leandro Guerreiro; Alessandro, Fahel, Marcelo Mattos (Caio), Renato, Maicosuel (Lucio Flavio) e Marcelo Cordeiro (Edno); e Loco Abreu. Técnico - Joel Santana
São Paulo 0
Rogério Ceni; Jean, Xandão, Samuel e Richarlyson; Casemiro (Ilsinho), Rodrigo Souto, Marcelinho (Marlos) e Jorge Wagner (Carlinhos Paraíba); Dagoberto e Fernandão. Técnico - Sérgio Baresi
Árbitro: Carlos Eugenio Simon (RS).
Estádio: Engenhão
Gols: Loco Abreu, aos 22, e Edno, aos 34 minutos do 2º tempo
Público: 24.050 pagantes
Renda: R$ 520.350,00


