BOTAFOGO 3 X 0 DUQUE DE CAXIAS
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
ROBERTO ASSAF<br>assaf@ lancenet.com. br 
Lá estava ele, invisível em algum lugar do Engenhão, para dar aquela força ao seu Botafogo, no 30o-aniversário de seu desaparecimento. E pelo que se viu, que ninguém duvide de sua soberania. Se já não tem como participar no gramado, arrasando os adversários, ainda conserva o poder de iluminar o time, ele que é um dos eternos deuses do futebol.
Aos 17 minutos, Bolívar tentou um passe de letra, Charles Chad desarmou-lhe, e Mané soprou de longe, mandando a bola chutada pelo atacante para fora. Logo depois, tratou de desviá-la no zagueiro Sérgio Raphael, após a conclusão de Andrezinho, que abriu o placar. Como era estreia, do Botafogo e de Bolívar, e é sempre importante ganhar nesse dia, o gênio das pernas tortas voltou a dar aquela mãozinha, levando o "couro", como se dizia no seu tempo, à cabeça do zagueiro, que não teve trabalho para fazer 2 a 0. Como se não bastasse, sob a cumplicidade de seu olhar, o Botafogo liquidou o Duque de Caxias pouco depois de meia hora.
No segundo tempo, com o bicho garantido, como na época do velho craque, o Alvinegro diminuiu o ritmo, cercando o frágil time da Baixada, ao qual só restava, como disse o veterano André Gomes, "honrar a camisa" Na realidade, e a
exemplo do que fizera o Vasco, seu principal adversário no Grupo A da Taça GB, no dia anterior diante do Boavista, o Botafogo entrou em campo disposto a decidir a partida antes que pudesse aborrecer Mané Garrincha, pressionando o Duque de Caxias, construindo a vitória com facilidade e com a benção do grande ídolo.
Sim, Não fosse início de temporada, e se necessitasse de um placar mais elástico, o Alvinegro teria com certeza aplicado uma sonora goleada. Mas o gênio saiu satisfeito. Quem sabe, nesse 2013, em que completaria o 80º aniversário, e 60 anos da sua estreia com a mítica camisa sete, ele não voltará, em outras ocasiões, e até mais importantes, para dar o título ao Botafogo?


