Neste fim de semana estreou nos cinemas o filme mais recente da saga X-Men, onde os heróis mutantes da Marvel voltam a exibir seus diversos poderes. Com certeza, se apenas dois ou três atletas do Botafogo realmente fossem alguns desses humanos poderosos, o time teria saído da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro e não teria empatado com o Vitória, por 1 a 1, ontem.
Autor do único gol da partida, Emerson Sheik se movimentou bastante em busca da bola, que teimava em não chegar, e acabou premiado ao marcar, aos 42 minutos da etapa inicial. Agressivo, como o herói Wolverine, chutou forte, após o zagueiro Luiz Gustavo falhar.
Mas antes do gol, Wallyson mostrou que sua escalação no setor ofensivo foi uma boa opção. Com velocidade capaz de superar o mutante Mercúrio, ele conseguiu chegar com perigo ao gol do Vitória.
O Rubro-Negro baiano, embalado pela estreia do técnico Jorginho, enquanto conteve parte dos rompantes heroicos do Botafogo, se ressentiu de um homem de gelo para ter a frieza necessária na conclusão de suas jogadas. Marquinhos e Souza, por exemplo, desperdiçaram duas grandes oportunidades.
O herói do Vitória veio do banco de reservas, durante o intervalo da partida. Como a Lince Negra, aos 22 minutos, Dinei, que havia substituído Souza, atravessou a zaga, se materializou na área e empatou.
A igualdade no marcador ocorreu justamente no momento em que o time baiano estava acomodado na partida. O Botafogo e seus poucos heróis dominavam as iniciativas mas sempre sem precisão.
A formação com três volantes e três atacantes prejudicou o Alvinegro. E, no segundo tempo, mesmo com as alterações feitas por Vagner Mancini, o panorama não mudou.
Faltou ao Alvinegro um jogador capaz de armar as jogadas, distribuí-las e fazer o time funcionar como uma equipe. O Botafogo precisa é de um professor Xavier, o comandante dos mutantes, que exerce a liderança com maestria. E isso explica as dificuldades que o time tem passado.

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