Bota vence Vasco e é campeão

Raimundo Valentim/AETrês contra umBotafogo só necessitava do empate e foi cauteloso, mas fez o suficiente para vencer o jogoUm gol de Gonçalves, de cabeça, aos 34 minutos do segundo tempo, levou o Botafogo ao seu terceiro título da Taça Guanabara, acabando com um tabu de 28 anos. A vitória de 1 x 0 sobre o Vasco nesse domingo festivo no Maracanã, fez justiça à melhor campanha do Botafogo, que nas 11 partidas disputadas pela Taça Guanabara havia vencido todas.
Portanto, foi uma conquista merecida, que
premiou a equipe que foi disparadamente a melhor do primeiro
turno do Campeonato. O Botafogo já finalista da competição. O Maracanã viveu uma tarde-noite festiva, depois de muito tempo. Recorde de público e de renda neste campeonato, com 81.893 pagantes, para uma renda de R$
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No primeiro tempo, o Vasco foi superior ao Botafogo e esteve
mais próximo do gol. Desde os primeiros minutos exerceu forte pressão, com Edmundo muito acionado e criando as melhores jogadas. O Botafogo atuou de forma cautelosa e atacou poucas vezes. Djair, fora de suas melhores condições físicas, limitou-se a tocar a bola e não criou jogadas. O Vasco foi sempre pressão, com Edmundo participando ativamente de todos os lances de ataque, mas se prejudicando com o seu nervosismo. Ele, por duas vezes, entrou de forma maldosa em seus adversários.
Aos 32 minutos, o Vasco quase marcou o primeiro gol, numa falta da direita cobrada por Ramon. A bola descaiu e tocou no travessão, quase entrando no canto direito. A torcida do Vasco chegou a gritar gol. O Botafogo só desfrutou de uma chance real de gol, numa cabeçada de Betinho, aos 44 minutos. A bola passou rente ao ângulo direito e a torcida botafoguense chegou a comemorar o gol.
Na fase final, o Vasco voltou com Mauricinho no lugar de
Almir e ganhou maior poder ofensivo. O mesmo Mauricinho, logo nas suas primeiras jogadas deu novas esperanças de gol para os vascaínos. Aos 20 minutos, foi a vez de Dimba entrar no lugar de Sorato. Com seu novo atacante, o Botafogo também melhorou sua produção ofensiva.
Aos 30 minutos, Antônio Lopes, do alto das cadeiras,
comunicou pelo celular para seu auxiliar Alcir Portela
colocar Pedrinho no lugar de Luisinho, para que o Vasco se
tornasse ainda mais ofensivo e partisse para o tudo ou nada. Mas o Botafogo, que já havia crescido de produção com a entrada de Dimba, passou a pressionar e conseguiu o gol que seria o do título.
Aos 34 minutos, Marcelinho Paulista fez uma grande jogada
pela esquerda e cruzou na medida para Gonçalves subir com João
Luís e tocar de cabeça no canto esquerdo, pelo alto. A bola ainda
tocou no travessão, para ganhar as redes. Nos minutos finais, o
Botafogo tocou a bola e segurou o resultado, sem dar chance ao
Vasco de reagir.
Botafogo 1
Vágner; Wilson Goiano, Jorge Luís, Gonçalves e Jéferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Aílton e Djair; Sorato (Dimba) e Bentinho. Técnico: Joel Santana.
Vasco 0
Carlos Germano; Pimentel, Tinho, João Luís e Felipe; Luisinho (Pedrinho) Fabrício, Juninho e Ramon; Almir (Mauricinho) e Edmundo. Técnico: Alcir Portela (Antônio Lopes está cumprindo suspensão).
Árbitro: Carlos Elias Pimentel
Local: Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro
Renda: R$ 912.915,00
Público: 81.893 pagantes
Gol: Gonçalves, aos 34’ do 2º

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