Borges cambalhota quer fazer história no Tricolor
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sábado, 06 de agosto de 2005
Claudio Yuge<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Nem mesmo o mais otimista dos paranistas poderia imaginar que o time, após 17 rodadas, estaria em terceiro lugar no Brasileirão, com a defesa menos vazada e com um dos artilheiros. O cenário na Vila Capanema no início do Nacional era de um grupo incompleto e diversas incógnitas.
Uma delas, bastante aguardada devido a impasses na negociação de sua transferência, transformou-se na maior aposta do Tricolor para a temporada, a ponto de ofuscar o brilho de Renaldo, que acabou indo para o Coritiba. Borges, artilheiro da competição com 11 gols, ao lado de Robson, do Paysandu, é a sensação da equipe e referência do time do técnico Lori Sandri.
Borges iniciou a carreira profissional aos 21 anos, no Arapongas, em 2001. O jogador disse que essa época foi seu período mais difícil até agora no futebol. ''Foi rápido por lá, mas foi difícil. Passei fome e era a primeira vez que estava longe da minha família. Não recebia salários, passei muitas dificuldades'', lembra.
Em seguida, o atacante chegou a ser o artilheiro do Campeonato Goiano, pelo Jataiense, mas não conseguiu se estabelecer com facilidade. Passou pelo Inter de Bebedouro (SP), São Caetano e Paysandu, antes de ir para o União São João, de Araras (SP). ''No São Caetano foi um contrato de risco, de quatro meses. Quando mudaram o técnico, saiu o Muricy (Ramalho, hoje no Inter) e chegou o professor Chamusca (Péricles, atual técnico do Botafogo), que preferia o atacante Fernando Baiano. Então decidi sair e no Paysandu, no ano passado, fiquei parado algum tempo, uns três jogos, por causa de contusões'', explica.
Somente depois de uma boa sequência no União São João, no início deste ano, quando marcou dez gols, é que o atacante voltou a chamar a atenção e então assinou com o Paraná Clube, onde admite viver o melhor momento da carreira. ''Esse é meu melhor momento e devo a Deus, ao grupo, ao apoio de todos, temos um ambiente muito descontraído.''
Com relação ao assédio de outros clubes, ele se diz tranquilo e, por enquanto, quer cumprir um objetivo no Tricolor. ''Tenho contrato até abril de 2008 e quero honrar esse contrato até o fim. Não tenho propostas, só o que ouço é o que sai pela imprensa. Se houver uma proposta boa para mim e para o clube, posso até sair. Tenho família e eles dependem de mim. Mas por enquanto quero fazer história no Paraná Clube'', diz o artilheiro que tem a cambalhota como sua marca registrada.


