Quatro gigantes pretendem despertar Paris hoje para a Copa do Mundo, rivalizando com Godzilla, o monstro japonês que Hollywood ressuscitou para sacudir os cinemas dos Estados Unidos em plena crise asiática. A crise francesa é menor, apesar das greves que ameaçam os transportes. Mas a apatia em relação ao campeonato de futebol é dominante em Paris, sobretudo depois da ressaca do Aberto de Tênis da França, em Roland Garros.
Para acordar os parisienses, os gigantes terão 31 metros de altura e são as estrelas da ‘‘Festa do Futebol’’, que tomará conta do centro da capital francesa. O seu tamanho é quase dez vezes menor do que o da Torre Eiffel, mas sob seus pés, além dos espectadores, haverá no total 4.500 figurantes para sacudir a platéia.
Entre os figurantes, fora os que participam fantasiados das coreografias, haverá patinadores, acrobatas, mímicos, jovens esportistas e muita música, inclusive de percussionistas brasileiros. Na madrugada de hoje, os gigantes de plástico e metal representando diferentes povos foram colocados em quatro pontos da cidade. Eles ficarão em seus lugares, como se estivessem dormindo, até as 18h de hoje (13h em Brasília).
Nesse horário, eles serão ‘‘despertados’’ e percorrerão a cidade até a Place de la Concorde. Seu movimento será feito por meio de carros instalados em seus pés. Os movimentos da cabeça e das mãos serão dirigidos cada um por uma pessoa, por intermédio de dispositivos hidráulicos.
Câmeras postas nos ombros dos gigantes registrarão imagens para a TV. Depois de reunidos na Place de la Concorde, os gigantes serão os protagonistas de um espetáculo que começará por volta das 21h30 (16h30 em Brasília), em nove ‘‘atos’’, quando serão vestidos com uniformes de seleções.
O espetáculo, desde o despertar dos gigantes até o final, quando haverá o lançamento oficial da Copa, deverá durar cinco horas e 30 minutos. Terão sido gastos 50 milhões de francos na festa. Os gigantes têm nomes e origens que expressam a fantasia multiculturalista desta Copa. Eles são o ameríndio Pablo, de cor vermelha, o africano Moussa, azul, o asiático Ho, de cor amarela, e o europeu Romeo, verde-azulada.
Ontem, dois dos gigantes, colocados em pé numa área perto da Place de la Concorde, já chamavam a atenção dos turistas. Mais espantados estavam os parisienses com a transformação do obelisco da praça em uma taça da Copa. O obelisco, de 23,39 m, é um dos principais monumentos históricos de Paris.

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