Bom segundo tempo aumenta a frustração, mas mesmo o vice fortalece o Palmeiras
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segunda-feira, 04 de maio de 2015
THIAGO FERRI<br>thiagobastos@ lancenet.com. br 
O Palmeiras do primeiro tempo de ontem não teve nada de bom. Apenas o fato de ter perdido por só 2 a 0. O time entrou muito desligado, dando a impressão de que sentiu a pressão na Vila Belmiro. Valdivia, o articulador, se desesperava pedindo a bola, mas foi muito apagado junto de um time que sofreu com a velocidade do rival. Nos acréscimos, porém, um dos diversos lances polêmicos do árbitro Guilherme Ceretta de Lima mudou o rumo da decisão: as expulsões (exageradas) de Dudu e Geuvânio.
O camisa 7 do Verdão entrou pilhado, e se estranhou com o 11 santista. Isto deu uma sobrevida ao Palmeiras. Na volta ao segundo tempo, a equipe sentiu menos que o Peixe a expulsão, e voltou a apresentar um futebol similar com aquele que a levou à decisão do Paulista, com movimentação e toque de bola.
Valdivia, lento e disperso na primeira etapa, apareceu até de volante para buscar jogadas. O camisa 10 era o principal jogador da equipe, e foi decisivo: em um belo passe do Mago, Lucas entrou na área e descontou. Porém quando o jogo começava a ficar favorável, Victor Ramos foi expulso. Com nove em campo, o Verdão teve de tirar o Mago para reorganizar a zaga, e passou a tentar só segurar o resultado e levar a decisão para os pênaltis, como aconteceu contra o Corinthians, na semifinal.
Mas desta vez Fernando Prass não pôde salvar. Rafael Marques e Jackson, que marcaram em Itaquera, erraram suas cobranças e o Verdão terminou o Paulista como vice.
Ainda assim, o Palmeiras realizou uma bela campanha e pode colher bons frutos na sequência desta temporada. Há cinco meses, o Alviverde quase caía pela terceira vez. Ontem, perdeu o título nos pênaltis: reação louvável. O clube está no caminho certo.



