Bom de garfo, atacante adora uma feijoada
São Paulo - ''Gosto de comida forte. Feijoada, carré de porco com batata frita. E gosto de comer muito.'' A frase de Romário é indicativa de outra possível vantagem. Cirurgião do aparelho digestivo do HC e do Sírio-Libanês, o médico Ricardo Jureidini explica que a ''comida pesada'', como se diz, tem muita gordura, seu tempo para digestão é maior e também pode resultar em tendência para engordar. ''Cada grama de gordura dá nove calorias; cada grama de carboidrato dá quatro.''
Assim, se não treina tanto e não engorda tanto, Romário pode ter metabolismo privilegiado. Nem a miopia atrapalha nos gols. É baixa (0,7 grau no olho direito e 0,5 no esquerdo).
No ano passado, aos 38 anos, Romário apostou piques com garotos de 20 anos do Fluminense, do meio até a grande área (cerca de 40 metros). Ganhou quatro vezes, conta Fernando Lima, o ''Zé Colméia'', fisioterapeuta do atacante de 1998 a 2003, para falar de sua capacidade de ''explosão'' muscular, até hoje. E isso porque Romário tem o equilíbrio perfeito entre fibras musculares rápidas (de explosão) e lentas (de endurance), diz Zé Colméia, citando estudo de Paulo Figueiredo, fisiologista da CBF, da Copa de 1994. ''Ele tem 50% e 50%. Ah! E tinha a melhor impulsão daquele elenco.'' O que explica como, com 1m68, Romário faz gols de cabeça, diante de defensores mais altos. (D.M./AE)





