Londres - Há um mês, o corredor Usain Bolt foi derrotado duas vezes nas classificatórias da Jamaica. Há um mês, passou a tentar se esconder da face estrela e se concentrar nos Jogos. Mas não tem sido fácil. Sua estreia hoje nas eliminatórias dos 100 m é a mais esperada da Olimpíada. Até esportistas o assediam desde sua chegada a Londres.
Mas Bolt não tem sido visto nas pistas. Após perder do compatriota Yohan Blake, ele alegou uma contusão no tendão para desistir da etapa de Mônaco da Liga Diamante. Seus treinos na Inglaterra têm sido fechados. Os jamaicanos abriram as portas de suas práticas um dia em Birmingham. Bolt faltou.
Normalmente, o recordista mundial é cercado por amigos, seguranças e até um estilista, que o acompanham e o ajudam em grandes eventos. ''A sua família e sua equipe estão aqui como espectadores. Ele só vai encontrá-los após as provas'', disse seu agente, Ricky Simms.
Segundo ele, só quatro pessoas auxiliam diretamente o velocista em Londres: seu técnico, uma massagista, um gerente e o próprio Simms.
Mas o jamaicano está hospedado na Vila Olímpica. E, por lá, a maioria dos outros atletas quer conhecê-lo.
Resultado: a equipe de atletismo armou uma tropa de choque para cercar Bolt nas idas ao refeitório. Estão ao seu lado arremessadores de peso e lançadores de discos, de corpos volumosos, para dissuadir os curiosos. Tática similar foi empregada pelo nadador Michael Phelps em Pequim-2008.

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