INOVAÇÃO ‘Bolsa’ do LEC agrada. Mas... Torcedores elogiam iniciativa do clube, mas acham que só dará certo se for executada com transparência Áureo Nogueira De Londrina A ‘bolsa’ de valores de passes de jogadores, criada pelo Londrina Esporte Clube, foi recebida pelos torcedores com um misto de entusiasmo e desconfiança. Entusiasmo porque entendem que a idéia é criativa, o futebol é um bom negócio e o Londrina é uma marca de prestígio. Além de que, se der certo, pode representar a formação de um time competitivo. Desconfiança porque ainda não foram divulgadas informações detalhadas sobre a administração e o funcionamento da bolsa. ‘‘No futebol, a paixão é um ingrediente fundamental. Mas, quando se trata de colocar dinheiro, é preciso transparência e credibilidade para que o interessado possa analisar todas as possibilidades que lhe permitam o mínimo de segurança de que é o negócio trará retorno’’, sintetizou o comerciante José Carlos Barioni, 46 anos. O detalhamento das informações a que se refere o torcedor está sendo elaborado pelo economista e contador Francisco Simões, diretor da Planase – Planejamento e Assessoria Empresarial. Ele revelou à Folha que ainda nesta semana vai apresentar – ao clube e ao grupo de empresários que tomou a iniciativa de criar a bolsa – um projeto para a implantação da proposta. ‘‘Estamos estudando a forma legal para a constituição da bolsa e da empresa que vai gerenciá-la. Devemos apresentar o projeto até o final da semana. Mas podemos adiantar que a bolsa será gerenciada por uma empresa de administração e participação independente do clube’’, destaca Simões, antecipando algumas informações (veja quadro acima). Mesmo sem os devidos esclarecimentos sobre a bolsa, torcedores ouvidos ontem são unânimes na opinião de que a proposta pode ser a redenção do Londrina. ‘‘Se tivesse condições, aplicaria na bolsa do Londrina de olhos fechados. Por paixão e porque o futebol é uma mina de dinheiro, pois, se entre 200 jogadores apenas um der certo, o investimento certamente estará pago e ainda vai sobrar dinheiro’’, diz Jéferson Belarmino de Oliveira, 28 anos, chefe de torcida organizada. ‘‘Torço para que dê certo. Assim teremos um grande time.’’ Já o empresário de eventos esportivos Marcelo Silva, 44 anos, é menos passional. Ele concorda que o futebol é um bom negócio e aplicar no Tubarão pode ser interessante. Mas antes é necessário, sobretudo, esclarecimento sobre a administração e o funcionamento da bolsa. ‘‘A idéia parece ser muito boa. Entretanto, ainda não dá para responder se investiria nela ou não.’’ O ex-jogador de futebol e atualmente empresário de jogador Édson Vieira, 34 anos, também entende que a bolsa do Londrina é uma boa idéia. Mas tem ressalvas. ‘‘O Londrina é uma ótima vitrina. Além de ser conhecido em todo o País, disputa competições regionais e nacionais, com calendário cheio durante o ano’’, lembra. ‘‘Para que a proposta dar certo é fundamental que o futebol e a administração sejam feitos por profissionais competentes’’, emenda. ‘‘Além de gozar de credibilidade e competência profissional, as pessoas que vão administrar o negócio devem ter, no máximo, dois interesses: o lucro e a paixão. Se houver objetivos político-eleitorais, o risco de dar errado é praticamente total’’, completa Barioni. Você investiria na bolsa do londrina? ‘‘No futebol, a paixão é fundamental. Mas quando se trata de colocar dinheiro é necessário transparência’’ José Carlos Barioni, comerciante ‘‘Aplicaria por paixão e porque futebol é uma mina de dinheiro. Torço para dar certo e termos um grande time’’ Jeferson Belarmino, torcedor ‘‘A idéia parece muito boa. Mas antes é necessário esclarer sobre a administração e o funcionamento. Ainda não dá para dizer se investiria’’ Marcelo Silva, promotor de eventos ‘‘O Londrina é uma ótima vitrina. Mas é fundamental que a administração seja de profissionais competentes’’ Edson Vieira, ex-jogador e empresário

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