Bolívia teme armação em La Paz
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quarta-feira, 07 de novembro de 2001
Agência Folha<br>Da Bolívia 
Escaldada pelas goleadas de 5 a 1 nos seus dois últimos jogos, contra Paraguai e Equador, a eliminada Bolívia entra em campo temerosa de uma conspiração nos bastidores para beneficiar o Brasil.
Nos últimos dias, os integrantes da seleção e a imprensa local deram mostras de que estão mais preocupados com os dirigentes brasileiros do que com os atletas.
Ontem, alguns dos principais jornais bolivianos destacaram uma declaração do presidente da Fifa, Joseph Blatter, de que o Brasil seria cabeça-de-chave na Copa de qualquer jeito. Na verdade, distorceram entrevista do dirigente à Folha de S.Paulo, publicada domingo, em que ele diz que, caso se classifique ao Mundial, o Brasil será cabeça-de-chave.
O zagueiro PeÀa, um dos líderes do time, disse que havia um ''clima esquisito'' em torno do jogo. ''Oxalá não haja pênaltis estranhos, cartões esquisitos, coisas extrafutebol'', afirmou.
A Bolívia irá atuar no sistema 4-4-2 e aposta na habilidade do meia Gutiérrez, do Nacional (Uruguai), e no oportunismo do jovem atacante Castillo, 18, do Oriente Petrolero, artilheiro do Campeonato Boliviano.
Estão ausentes Marco Etcheverry, sem atuar há dois meses por causa de uma lesão no dedão do pé, e Erwin Sánchez, que pediu para não ser convocado por viver um bom momento no Boavista (Portugal).
Equador x Uruguai - Nunca um ponto teve tanto valor para o futebol equatoriano como o que estará em disputa hoje, contra o Uruguai, pelas eliminatórias da Copa. Um empate classificará o Equador para o primeiro Mundial de sua história. O jogo será às 19h, em Quito. Uma derrota, no entanto, pode complicar a situação da equipe, que enfrentará a Argentina na última rodada.


