Bolívia e México desejam final contra o Brasil
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segunda-feira, 23 de junho de 1997
Agência Estado La Paz 
De um motorista de táxi ao presidente da Federação Boliviana de Futebol, os cidadãos de La Paz demonstram uma certeza: a final da Copa América será entre a Bolívia e o Brasil, domingo, na capital mais alta do mundo. Ainda que as duas seleções tenham de passar por México e Peru nas semifinais, todos apostam na tão sonhada decisão contra os tetracampeões mundiais.
Os bolivianos querem repetir a vitória sobre o Brasil, ocorrida em La Paz em 1993, pelas eliminatórias da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Conquistar o título da Copa América, batendo na seleção brasileira, seria a melhor maneira para a Bolívia homologar o feito. Os jogadores estão proibidos de falar abertamente sobre suas aspirações com relação à grande decisão.
Romer Osuna, tesoureiro da Confederação Sul-Americana de Futebol, ficou aliviado com a classificação da Bolívia. Uma eliminação dos anfitriões criaria um rombo nas contas dos organizadores do torneio. Agora, Osuna espera a decisão entre Bolívia e Brasil para equilibrar o balanço financeiro da Copa América.
O presidente da Federação Boliviana de Futebol, José Saavedra, afirma que seria extraordinário para a Bolívia receber a seleção brasileira numa final de Copa América e ele aposta no triunfo de sua equipe. Ele reforça a tese de que a altitude não é um fator decisivo. Se a altitude atuasse a nosso favor já estaríamos classificados para a Copa do Mundo.
México O goleiro Adolfo Ríos era um dos mais festejados ontem na concentração do México em Cochabamba. Graças a ele - defendeu três pênaltis contra o Equador -, os mexicanos permanecem na competição e disputarão a semifinal a seleção da Bolívia, amanhã, em La Paz. Ríos mede 1,75 metro, estatura não muito comum para a posição. Compenso na agilidade, diz. O técnico Milutinovic também sonha com uma final contra o Brasil. Oxalá possamos cruzar com o Brasil mais uma vez.


