O estudante Lucas Henrique Foque, 10 anos, nunca tinha tido a oportunidade de jogar boliche e se encantou com a novidade que para ele estava restrita a propagandas ou cenas de televisão. Aluno da 5ª série do Colégio Estadual Ipiranga de Maringá, Lucas está participando da 1ª Copa Estudantil de Boliche. O evento é promovido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Maringá em parceria com a Boliche Pinos e Bolas. São cerca de 1.000 alunos de 23 escolas entre particulares e do ensino público de Maringá.
Para Lucas, o boliche se revelou um esporte interessante e divertido. ‘‘É legal ver a bola rolando para lá no final derrubar os pinos’’, diz o estudante. Os alunos que fazem parte da sua equipe brincam e dizem que na verdade a bola vai derrubar ‘‘um monte de garrafinhas’’.
O campeonato está mobilizando os estudantes que se dividiram em equipes de quintas a oitavas séries do ensino fundamental. A final vai ocorrer daqui a duas semanas, quando os melhores estudantes de cada equipe se encontram para definir o campeão entre as escolas. Para participar, cada aluno doou um litro de leite para entidades de assistência social.
Segundo a diretora Ocleide Iranço de Castro, do Colégio Ipiranga, a organização de um campeonato envolvendo o boliche surpreendeu professores e alunos. ‘‘É a primeira vez que levamos nossos alunos para um evento como este’’, diz Ocleide. A diretora afirma que o esporte é ‘‘tranquilo’’ e facilita a sociabilidade. Para a professora de educação física da Escola Evangélica de Maringá, Glaucea Petruccio, o boliche é uma prática interessante de esporte porque envolve atividade física e de concentração mental. ‘‘Com o boliche o aluno desenvolve a coordenação óculo-manual, ou seja, de movimentos do braço e da visão ao mesmo tempo, além de noções de espaço e força’’, explica a professora. Glaucea vai mais além e afirma que as escolas poderiam ter pistas de boliche para a prática de educação física.
A sócia-proprietária do Pinos e Bolas, Marta Aparecida Demori, conta que o boliche é uma atividade que demanda muito mais técnica do que força. ‘‘Quando a pessoa já tem noção do que é este esporte, ela nunca joga a bola à toa, ao contrário, tenta calcular a posição em que os pinos se encontram para tentar o impulso ideal’’, diz. Segundo Marta, a idéia do campeonato surgiu com o objetivo de divulgar o esporte na cidade e dar a oportunidade aos estudantes que ainda não tinham tido experiência com o boliche.

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