''Boleiros'', os indispensáveis
Chamam-se boleiros os catadores de bolinhas de tênis. Em dia de competição oficial, sempre ficam uniformizados e perfilados ao redor das quadras. Normalmente nem piscam, atentos a todos os lances dos jogadores. No dia-a-dia dos tenistas amadores, também revelam-se igualmente importantes. Não usam uniformes nem ficam perfilados, mas estão sempre atentos às bolas que pulam, quicam e correm, em enorme profusão, pelas laterais e fundos de quadra, quando os alunos aprendem as primeiras raquetadas e vão treinando as técnicas e os macetes do jogo.
São os auxiliares indispensáveis do professor de tênis e os colaboradores infatigáveis dos jogadores de todas as horas. Adam Henrique Oliveira Rodrigues é um deles. Descobriu o tênis, um esporte do qual até então nunca tinha ouvido falar, aos 11 anos de idade. Seu primo e tio trabalhavam numa academia e o convocaram para assumir a função de boleiro. Achei legal!, comenta.
Hoje, com 14, participa de torneios e credita ao tênis o fato de ter emagrecido um pouco e de ter ampliado seu círculo de amigos. Gosta também do rendimento que a profissão proporciona. Dá pra tirar uns R$ 250,00 por mês, que uso para ajudar minha mãe e para curtir a vida, explica, sorridente.
Assim como Adam, que sonha mais para frente dar aulas de tênis, Alexandro Valotto de Oliveira, 16 anos, outro boleiro, pensa em seguir carreira na área. Se progredir no esporte, talvez consiga ser professor, imagina. Enquanto evolui no jogo, vai estudando para tentar o vestibular na UEL para Direito. Com o dinheiro que ganha - R$ 1,00 por aula, pago pelos usuários das quadras -, compra coisas para ele e ajuda em casa.
Já Wilson Roberto de Oliveira, que começou como boleiro, trabalha numa lojinha de artigos esportivos numa academia de tênis.





