O 11º Encontro Anual dos Boleiros, realizado ontem, na Associação dos Viajantes, em Londrina, foi marcado pela descontração, grandes reencontros, mas também teve momentos de nostalgia. Na hora das homenagens, os organizadores Lélio César e Miguel Ramos fizeram questão de lembrar e rezar pelos ''amigos'' que faleceram no último ano, casos do ex-ponta-direita do LEC, Chinezinho, campeão paranaense em 1962, de Canhoto, que jogou em muitos times amadores, e do médico Rodolfo Barros, que era ligado às equipes locais.
''Nestes encontros aproveitamos para nos despedir dos companheiros que não estão mais entre nós. Desde que começamos essa reunião anual, em 1997, já partiram do nosso meio 35 boleiros que prestigiavam a festa. Até o Mário Gordo (músico da banda Super 60), que tocava aqui para nós, faleceu este ano'', lembrou Lélio César. Entre os mais de 200 que foram ontem, estavam o ex-árbitro Afonso Vitor de Oliveira, o ex-atacante e ex-técnico do LEC, Pinheiro, e o presidente da Liga de Futebol de Londrina, Otávio Gianelli.
Um dos pioneiros lembrados ontem foi Carlos Ruy Silveira, o Caieira, 73 anos, filho de José Benedito Silveira, técnico dos dois times mais antigos de Londrina, o Sport e o Operário, mantidos pelo empresário Jacob Bartolomeu Minatti. ''O papai, além de contador formado em Ribeirão Preto, era ótimo jogador e atuou como profissional. Ele veio para cá em 1932 para trabalhar na Companhia de Terras Norte do Paraná'', contou Caieira.

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