Em meio aos mais de 150 milhões de torcedores que estão esperando pelo sucesso do Brasil na Copa do Mundo, há quem espere mais do que vitórias. Para algumas pessoas, tão importante quanto torcer para o Brasil é acertar o número de gols que a Seleção vai fazer ou tomar. Há até quem espere que o Brasil não ganhe. Essas pessoas fazem parte dos apostadores de bolão que, entendendo ou não de futebol, arriscam palpites em troca de diversão e possibilidade de ganhar algum dinheiro.
O bolão geralmente é feito no trabalho, onde existe a possibilidade de mais apostadores e, por consequência, de maior arrecadação de dinheiro. Existem basicamente dois tipos de bolão: o que é feito só nos jogos do Brasil e o que é feito valendo para todos os jogos da Copa. Em ambos paga-se uma determinada quantia pela aposta. Na primeira modalidade, ganha quem acertar o resultado exato da partida do Brasil.
A segunda modalidade é mais completa. Antes do início da Copa, os participantes deram palpites para todos os jogos da primeira fase. Dependendo do resultado, marca-se um número de pontos. Quem acerta o placar, por exemplo, ganha a maior pontuação. Mas leva pontos também até quem acerta somente o número de gols do perdedor, sem acertar o placar correto.
Na busca pelos resultados surgem até casos curiosos. O coordenador de um bolão de pontos HSBC Bamerindus Seguros com 18 participantes, que prefere não se identificar, apostou 0 a 0 no jogo do Brasil contra a Noruega hoje à tarde. ‘‘Torço pela vitória do Brasil, mas se perto do fim do jogo ainda estiver 0 a 0 começarei a torcer para que não saia gol.’’
Neusa Susin, uma das coordenadoras de um bolão de pontos com 90 participantes do grupo Slaviero, é protagonista de um caso também curioso. Ela diz odiar a Argentina, mas apostou na vitória do selecionado argentino nos jogos. Para ela, no entanto, o mais importante é a integração. ‘‘Todos ficam se perguntando que placar arriscaram no bolão e depois todos conferem os resultados. No fim, tudo vira festa.’’

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