BOLA NAS COSTAS
VISÃO DE JOGO
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
MARCIO PORTO<br>[email protected] 

Rogério Ceni não merecia fim de partida tão ingrato, com a bola de Rodrigo batendo nas suas costas antes de entrar, após uma falta boba cometida por Aloísio no campo de defesa. O goleiro teve uma de suas melhores atuações recentes, mas não evitou que o seu São Paulo saísse derrotado por 1 a 0 para o Goiás, no Serra Dourada.
O gol do zagueiro esmeraldino, que também fez o da vitória no primeiro turno, no Morumbi, saiu aos 44 minutos do segundo tempo e freou a sequência de três jogos com vitórias do Tricolor de Muricy Ramalho, que perdeu a primeira.
Um resultado que premiou quem finalizou mais, mas, sobretudo, puniu quem maltratou a bola, para usar uma expressão de Muricy Ramalho. A bola puniu o ataque do São Paulo, impressionantemente sem eficiência. Welliton, Luis Fabiano, Aloísio, Osvaldo: todos deram uma aula de como não oferecer risco ao adversário. Já Rogério, coitado, foi salvando atrás, em finalizações de Walter e Hugo, no primeiro tempo.
Pobre Ganso. Assim como Ceni, o meia do São Paulo não merecia tamanho descaso com seus passes açucarados, ao melhor estilo Paulo Henrique Ganso. No infinito campo do Serra Dourada, o maestro encontrou espaços com facilidade, mas seus companheiros não aproveitaram.
No primeiro tempo, Welliton ficou cara a cara com o goleiro, mas cortou mal e nem sequer conseguiu finalizar. Luis Fabiano, por sua vez, não conseguiu chutar a gol. O camisa 9 foi a primeira substituição de Muricy por opção técnica (perdeu Denilson com dores na coxa).
Com a vitória, o Goiás deixa ainda mais sólida sua campanha no Campeonato Brasileiro e se firma de vez como um dos aspirantes a uma vaga na Libertadores.
Já o São Paulo volta a ligar o sinal de alerta contra a zona do rebaixamento. A situação ainda está no limite e os homens de frente precisam ser muito mais efetivos. Ceni e Ganso esperam por isso.










