BOLA MURCHA - Brasil 'escorrega' e empata com a Croácia
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quarta-feira, 17 de agosto de 2005
Almir Leite<br> Agência Estado 
Split - Há jogos da seleção condenados a cair no esquecimento, pela falta de beleza ou por desempenho sem brilho. O amistoso de ontem com a Croácia tende a ser uma dessas apresentações que, no futuro, merecerão citação apenas de fanáticos por futebol de memória impecável. O time de Carlos Alberto Parreira entrou em campo praticamente com força máxima faltaram Roque Júnior e Ronaldinho Gaúcho , mas escorregou na grama molhada e no placar de 1 a 1 contra um rival que faz boa campanha nas Eliminatórias Européias para o Mundial de 2006. Ronaldo e Adriano, a dupla de atacantes que o treinador queria ver em ação, não empolgou e ainda perdeu três boas chances para marcar.
A torcida croata foi ao Estádio Poljud disposta a incentivar sua equipe e também ávida por espetáculo dos campeões do mundo. Tanto que aplaudiu com entusiasmo lançamentos de Ricardinho, dribles de Robinho (no segundo tempo), chutes de Ronaldo e até a substituição de Kaká. Mas voltou para casa um tanto decepcionada, porque foram poucos os momentos que de fato valeram a pena na partida disputada em campo pesado, por conta do temporal que caiu à tarde.
O Brasil esboçou impor-se pelo talento e criou a primeira oportunidade aos 13 minutos, quando Ronaldo recebeu lançamento longo de Zé Roberto, entrou em diagonal, da forma como mais lhe agrada, e chutou para fora.
Ao mesmo tempo, os donos da casa tratavam de ser rápidos nos contra-ataques. Só não chegaram ao gol aos 23 minutos, porque o árbitro alemão Florian Meyer marcou impedimento em jogada legal de Olic. Os croatas, porém, receberam um presente irrecusável aos 31 minutos. Dida repôs a bola em jogo, com passe curto para Juan. O zagueiro devolveu ao goleiro, sem perceber que Olic estava atrás. O atacante, esperto, tocou de primeira, a trave impediu o gol, mas Kranjcar pegou o rebote e não desperdiçou.
O troco veio 11 minutos mais tarde, com falta na entrada da área da Croácia. Ricardinho bateu com precisão, a bola tocou o travessão, por dentro, e enganou o goleiro Butina.
A defesa até que não vacilou muito no segundo tempo, mas o ataque também apareceu muito pouco. Conforme o combinado, os dois treinadores fizeram muitas alterações, que descaracterizam os times. Ainda assim, o Brasil teve uma chance excepcional com Ronaldo, que entrou livre, de frente para o gol, aos 12 minutos, e chutou para fora. Adriano mandou bola na trave aos 23.
EM SPLIT
Croácia 1
Butina (Pletikosa); Tomaz (Simic), Simunic, Robert Kovac e Srna; Tudor, Babic, Niko Kovac (Vranjes) e Kranjcar (Seric); Klasnic (Balaban) e Olic (Eduardo da Silva). Técnico: Zlatko Kranjcar
Brasil 1
Dida; Cafu, Lúcio (Luisão), Juan e Roberto Carlos; Emerson, Zé Roberto (Renato), Ricardinho (Robinho) e Kaká (Juninho Pernambucano); Adriano (Júlio Baptista) e Ronaldo (Ricardo Oliveira). Técnico: Carlos Alberto Parreira
Árbitro: Florien Meyer (ALE)
Estádio: Poljud
Gols: Kranjcar aos 31 e Ricardinho aos 42 minutos do 1º tempo


