Curitiba - Os paranaenses Roberto Canto e o professor de Educação Física, Mario Sergio Fontes, primeiro portador de deficiência visual a se formar na área, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), são os responsáveis pela criação da bola de futsal para cegos, utilizadas por 108 países espalhados pelo mundo, mas com know how desenvolvido por eles no estado. Atualmente essas bolas são confeccionadas na Bahia.
Segundo Canto, que trabalha no governo do estado, o projeto começou a ser desenvolvido no início dos anos 1990, quando ele coordenava um projeto de trabalhos realizados por detentos. ''Avaliamos a curvatura da bola, fizemos um estudo para saber qual a necessidade de decibéis para atender a audição dos jogadores e ela tomou esse formato. Ela orienta pela audição, ela tem guizos especiais que fazem barulho'', afirmou.
Por conta da necessidade dos atletas escutarem os guizos, as partidas de futsal para cegos são disputadas sob um máximo possível de silêncio, com o público se manifestando somente após o encerramento de alguma jogada.
Os locais a serem disputados os jogos também são especiais. No Brasil, porém, a maioria das quadras são adaptadas. Elas precisam ter um espaço aberto, onde não há reverberação do som ou nos casos das quadras cobertas, os jogos são interrompidos em casos de chuvas, por causa do barulho da água no telhado.
(J.C.L./Equipe da Folha)

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