Bola alta é a arma do São Paulo no clássico
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sábado, 10 de fevereiro de 2007
Agência Estado 
São Paulo - Pelo alto. É por esse caminho que o São Paulo tentará levar a melhor no clássico de amanhã à tarde contra o Corinthians, no Morumbi, para manter o tabu que já dura quase quatro anos sem derrota para o rival - neste período, foram oito vitórias e três empates.
Os números mostram que entre os quatro grandes do Estado, o São Paulo é quem mais tem se dado bem na jogada aérea. Dos 12 gols no Paulistão, quatro foram marcados de cabeça - Lenilson (2), Aloísio e Alex Silva. Três deles nas últimas três partidas. Para ajudar, o Corinthians tem se mostrado vulnerável neste tipo de jogada.
O aproveitamento do time do Morumbi no ano nem se compara com o de Santos (3 em 22 gols), Palmeiras (1 em 12) e, principalmente, Corinthians (1 em 20). ''É um tipo de jogada que treinamos muito. Tento respeitar as características dos meus jogadores. Repetindo durante os treinos é natural que aconteça nos jogos'', analisa Muricy.
A estatura do elenco tricolor também ajuda bastante. Dos jogadores que deverão começar o duelo, seis medem mais de 1,80 metro. E a partir de segunda o elenco terá Marcel, de 1,87 metro.
Corinthians - Se o São Paulo é o time da moda, Roger é o jogador do momento no Campeonato Paulista. Chamado de Roger Flores nas colunas sociais, o meia do Corinthians resolveu reforçar em campo seu estilo ''paz e amor'', sobretudo depois fazer quatro gols no jogo de quinta com o Rio Claro, fato inédito em sua carreira. Ele mesmo parecia não acreditar no feito. ''Tive muita sorte nesse jogo.''
A verdade é que Roger vive sua melhor fase no Parque São Jorge e não quer saber de confusão com o técnico Emerson Leão. Aos poucos, vai se transformado na estrela solitária da equipe. ''Quero jogar, não quero confusão. Minha época de reclamar já passou'', disse.
Ovacionado pela torcida como jamais em sua passagem no Corinthians, o meia sabe que será marcado desde o primeiro momento de bola rolando contra o São Paulo. Nada teme. ''Desde os 17 anos, quando comecei no Fluminense, sofro marcação e sei que há a preocupação dos adversários com minha participação nas partidas. Mas isso também pode facilitar a vida de meus companheiros domingo.''


