Bola aérea vira tormento
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sábado, 07 de junho de 2014
Almir Leite<br> Agência Estado 
Teresópolis - Na entrevista concedida na última quinta-feira, véspera da partida amistosa contra a Sérvia, um dos aspectos que Luiz Felipe Scolari disse entender que precisava melhorar na seleção brasileira era as bolas paradas, a favor ou contra. "Falta sincronismo nos movimentos", justificou. O jogo contra os sérvios mostrou que o treinador tem razão, principalmente em relação à defesa. Os lances de bola parada criaram muitas situações perigosas contra o gol de Julio Cesar.
Na partida de sexta, por várias vezes os jogadores sérvios levaram a melhor no cabeceio sobre os jogadores brasileiros. Thiago Silva e David Luiz, os zagueiros de área, perderam várias disputas. Mas Luiz Gustavo, Paulinho e até mesmo Fred, que costuma ajudar a defesa quando o Brasil tem contra um escanteio ou uma falta perto da área, também tiveram grande dificuldade.
Por causa disso, a necessidade de aprimorar a neutralização desse tipo de jogada foi admitida abertamente pelos atletas depois do jogo de sexta e será um dos pontos mais enfatizar a partir deste domingo, quando a equipe volta a treinar na Granja Comary, em Teresópolis. Até porque o jogo aéreo é um dos reforços que o time da Croácia, rival na estreia na Copa do Mundo, nesta quinta, gosta de usar.
O zagueiro David Luiz considera que o Brasil só correu riscos diante da Sérvia justamente nos lances de bola parada. "Temos que ter mais atenção nesse aspecto porque são grandes os testes que estão por vir e uma bola parada pode resultar em gol a favor do adversário", disse o jogador recém-contratado pelo Paris Saint-Germain.
O capitão Thiago Silva lembrou as broncas que Felipão tem dado nos treinamentos por causa das falhas de posicionamento do setor defensivo. Ele também percebeu a necessidade de aperfeiçoamento, mas procurou minimizar as falhas. "O Felipão ficou um pouco chateado no treino porque a gente não estava observando o tempo certo (da bola) nas jogadas pelo alto", disse o zagueiro, ainda nos vestiários do Morumbi. "Precisamos fazer mais o que ele está pedindo, tentar melhorar", acrescentou.
Nas bolas paradas ofensivas, o aproveitamento contra a Sérvia também não foi muito significativo. Mas, a rigor, não ocorreram muitos levantamentos contra a área adversária. Algumas cobranças de faltas e de escanteio, sendo que estes em sua maioria foram rechaçados pelos defensores da seleção europeia.
No entanto, no final da partida Fernandinho quase marcou segundo gol em uma bela cabeçada - o goleiro colocou a bola para escanteio -, em um lance em que o deslocamento dos brasileiros permitiu a ele ter espaço par a subir livre e concluir de cabeça.


