O Londrina ainda não conseguiu construir um sistema defensivo minimamente confiável na Série B do Campeonato Brasileiro. Em 12 partidas, a equipe sofreu 20 gols e passou sem ser vazada apenas uma vez, contra o Ceará, na 5ª rodada, no empate por 0 a 0. O dado que mais chama a atenção é que oito desses gols, 40% do total, tiveram origem em bolas aéreas.

O problema voltou a aparecer na derrota para o Criciúma. O lateral-direito Willian Lepo marcou de cabeça ao completar, na primeira trave, cruzamento de Otero. O lance foi bastante semelhante ao primeiro gol sofrido na derrota por 2 a 1 para o Atlético-GO, quando o lateral-esquerdo Guilherme Romão apareceu no mesmo setor da área para concluir um cruzamento e abrir o placar para o Dragão.

A dificuldade do Londrina em defender a primeira trave também ficou evidente em outros compromissos. Na derrota para o Vila Nova, no Vitorino Gonçalves Dias (VGD), André Luís aproveitou um desvio de cabeça do volante Enzo na primeira trave para completar a jogada. Contra o São Bernardo, Echaporã cruzou da esquerda, Romisson desviou novamente no primeiro poste e Daniel Amorim apareceu livre para marcar.

Situação semelhante ocorreu ainda na 2ª rodada, no empate por 2 a 2 com o Goiás. Luiz Felipe venceu a disputa aérea na primeira trave e obrigou o goleiro Kozlinski a fazer grande defesa. No rebote, Anselmo Ramon aproveitou para balançar as redes.

Até mesmo nas vitórias

Os problemas nas bolas aéreas apareceram até mesmo nos dois triunfos do Londrina na competição. Na vitória por 3 a 1 sobre o Novorizontino, Carlão marcou após uma jogada alçada na área originada de um arremesso lateral. Já no triunfo por 4 a 1 diante da Ponte Preta, Miguel descontou de cabeça depois de uma rápida saída de bola da equipe, que aproveitou a desatenção defensiva alviceleste pelo lado direito para diminuir o marcador naquela ocasião.

Outro gol que pode ser enquadrado como lance aéreo ocorreu na derrota por 3 a 0 para o Operário. Na ocasião, Boschilia cobrou escanteio fechado, buscando um companheiro na área, mas a bola passou por todos e entrou diretamente no gol.

Os demais gols sofridos

Dos 20 gols sofridos pelo Londrina na Série B, oito vieram em jogadas aéreas. Os outros 12 foram distribuídos entre diferentes situações. Foram três em jogadas trabalhadas pelas laterais com conclusão rasteira dentro da área, três em finalizações de fora da área com bola rolando, dois de pênalti, dois em jogadas individuais dentro da área, um em cobrança de falta e um em falha direta do goleiro.

Sem eficiência ofensiva

Se as bolas aéreas têm sido um problema recorrente na defesa, também não têm trazido resultados no ataque. O Londrina marcou apenas 12 gols na Série B, com média de um por partida, e nenhum deles surgiu em jogadas aéreas ofensivas, evidenciando uma deficiência em ambos os lados do campo.

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