Boicote asiático às eliminatórias pode causar reviravolta em 2002
Rio, 28 (AE) - A ameaça da Federação Asiática de Futebol de boicotar as Eliminatórias para a Copa de 2002 pode causar uma reviravolta na escolha da sede do próximo Mundial. O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, admitiu hoje que o Brasil vai esperar os "acontecimentos dos fatos" com muito interesse. "A gente vive uma expectativa, mas tudo é muito hipotético ainda", declarou Teixeira, que vem se empenhando em trazer a Copa de 2006 para o Brasil.
As seleções asiáticas não concordam com o critério estabelecido pela Fifa de que um integrante do continente dispute uma outra vaga para o Mundial enfrentando uma seleção da Europa. Eles querem que essa disputa seja com o representante da Oceania. A princípio, a ásia terá no Mundial o Japão e a Coréia do Sul, os países-sedes da competição, e mais duas equipes que se classificariam nas Eliminatórias.
Para Teixeira, a Fifa dificilmente realizaria o Mundial no Japão e Coréia do Sul se a Federação Asiática se recusar a participar das Eliminatórias. "Vai haver um Congresso da federação em setembro e eles vão tomar a decisão; até lá ninguém pode fazer nada", observou.
Teixeira viajou hoje para o México a fim de acompanhar a seleção brasileira na Copa das Confederações. Ele segue depois para a Suíça, onde entregará dia 10 na Fifa o caderno de encargos para a Copa de 2006.
Amistoso - A CBF confirmou hoje a realização dos dois amistosos com a Argentina, programados para os dias 4 e 7 de setembro. O primeiro vai ser disputado em Buenos Aires e o outro foi transferido de Brasília para Porto Alegre, mais precisamente para o Estádio Beira Rio. A mudança atendeu a um pedido da Federação de Futebol da Argentina, por causa da proximidade do país com o Rio Grande do Sul.
No dia 19 de agosto, Teixeira vai discutir na Confederação Sul-Americana a tabela das Eliminatórias. Ele vai levar o técnico Wanderley Luxemburgo para o encontro e disse que o Brasil pretende estrear na competição contra o Equador. Serão 18 jogos ao todo, nove no Brasil e os restantes fora do País.





