Disputada pela primeira vez nos Jogos Escolares do Paraná (Jeps), a modalidade de bocha paraolímpica emocionou os 25 participantes e o público que acompanhou a competição no ginásio da Universidade Federal do Paraná, no Centro Politécnico, em Curitiba, na tarde de terça-feira (5).

A disputa da modalidade reúne atletas com paralisia cerebral severa que utilizam cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de jack (conhecida como bolim).

No jogo de bocha é permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes (nos Jogos Escolares houve apenas provas individuais).

Os jogadores podem ser classificados em quatro classes, dependendo do grau de deficiência, que determina o uso ou não de dispositivos auxiliares (calhas) e o auxílio de assistentes para, por exemplo, ajustar a cadeira e entregar a bola.

As disputas da bocha em Curitiba foram coordenadas pela Federação Paranaense de Esportes Adaptados, que organizou uma competição paralela com outros atletas que não têm idade para disputar os Jogos Escolares.

Outras Modalidades

A fase final dos Jogos Escolares, iniciada no dia 1º de julho, segue até sábado (9) com outra modalidade específica para alunos com necessidades educacionais especiais (NEE), o goalball, e outras 14 para alunos do ensino regular: atletismo, basquete, ciclismo, futebol, futsal, ginástica rítmica, handebol, judô, natação, taekwondo, tênis de mesa, vôlei, vôlei de praia e xadrez. As de ciclismo, natação e taekwondo já foram encerradas.

Os alunos NEE disputam também no atletismo, basquete, futsal, judô, natação, tênis de mesa e xadrez.

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