A crise financeira que domina a América do Sul enfraqueceu o Boca Juniors que enfrenta o Palmeiras hoje, na primeira partida da semifinal da Copa Libertadores da América. O time perdeu muita força em relação ao que venceu a Libertadores e o Mundial de Clubes no Japão no ano passado. Estrelas como Palermo, Samuel, Arruabarena e Basualdo foram negociadas e deixaram a equipe.
A maior estrela do time é o meia Riquelme. Habilidoso, ele está perturbado porque o Barcelona está comprando 50% do seu passe por US$ 11 milhões e seu rendimento caiu muito nesta temporada. O grande desfalque será o atacante Delgado que se contundiu jogando pela Seleção Argentina contra a Colômbia.
No Palmeiras, uma vitória do Boca, o time mais popular argentino, passou a ter um significado político, de afirmação nacional. ‘‘Nós vamos ter de usar a inteligência para sair daqui com um bom resultado. A pressão do Boca será imensa. Não poderemos nos intimidar. Vamos marcar forte, mas se engana quem apostar que ficaremos só esperando dentro da nossa área, rezando por um empate’’, avisa o técnico Celso Roth, sonhando com uma vitória nos contragolpes.
Ele preparou o Palmeiras para atuar com três volantes: Galeano, Magrão e Fernando ficarão na intermediária para não permitir que o meio de campo argentino domine o jogo. ‘‘Nós não podemos deixá-los gostar da partida, tocar bola à vontade. No ano passado, nós empatamos em 2 a 2 na Bombonera jogando com muita coragem. Temos de repetir a pegada. Estou otimista’’, resume Galeano.

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