Buenos Aires - Após ser batido pelo Corinthians na final da Libertadores, o Boca Juniors demonstrou mais tristeza pela despedida do ídolo Juan Román Riquelme do que pela perda do título. Em nota, o clube argentino lamentou a saída do ''jogador mais importante da história Xeneize'', em referência ao termo que designa a torcida local.
''A final perdida no Brasil não dói tanto quando a saída de Riquelme'', afirma a nota do clube. ''Porque nos próximos anos virão mais troféus e habilidades, mas jogadores com a qualidade, influência e beleza de Riquelme não serão mais encontrados. Acabaram os passes maravilhosos que mudavam o rumo das partidas, os gols que levaram o Boca a se tornar uma das equipes mais importantes do mundo''.
Alçado à posição de maior ídolo do Boca Juniors, apesar de Diego Maradona ter jogado lá também - foi em 1981, com 70 partidas disputadas -, Riquelme acumulou 126 jogos pelo time e 29 gols que renderam três títulos da Libertadores e seis troféus do Campeonato Argentino.
A saída de Riquelme foi confirmada pelo próprio jogador ao fim da partida contra o Corinthians, na noite de quarta-feira, no Pacaembu. ''Não vou permanecer. Amo este clube e sinto um vazio agora. Mas não tenho mais nada para dar ao clube'', declarou o meia argentino de 34 anos, que teve atuação apagada no segundo jogo da decisão da Libertadores.
Apesar da despedida, Riquelme não deixou claro se vai se aposentar. Ele deixou em aberto a possibilidade de seguir nos gramados ao citar um pedido do filho de nove anos. ''Se ele ainda quer me ver jogando, vou tentar um pouco mais'', disse o meia, que também já teve passagens por Barcelona e Villarreal.

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