Buenos Aires - O Boca Juniors, anfitrião do clássico pela Copa Libertadores interrompido na última quinta-feira porque jogadores do River Plate foram atacados com gás de pimenta no túnel inflável ao voltar do intervalo, tem até as 15 horas (de Brasília) deste sábado para se defender. O prazo foi dado pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que tende a anunciar a classificação do River para enfrentar o Cruzeiro na próxima fase e punir o dono do estádio de La Bombonera.
Fontes na Conmebol citadas pelos principais jornais argentinos, entre eles Clarín e La Nación, afirmaram que o River Plate conquistará a classificação sem ter de jogar o restante do jogo. A partida estava 0 a 0. Segundo o inciso primeiro do artigo 23 do regulamento da Conmebol, a equipe cuja responsabilidade determine alterações no rumo natural de um jogo "será considerada perdedora por 3 a 0". O primeiro jogo, no último dia 7, foi vencido pelo River por 1 a 0.
O Boca Juniors ainda deve sofrer com a suspensão de competições internacionais e o fechamento do estádio para esses torneios, além de jogar longe de casa no campeonato local. A duração dessas punições seria de até dois anos, também segundo fontes da Conmebol.
Pelo menos quatro jogadores do River Plate tiveram lesões de diferentes graus na pele e nos olhos. O caso mais grave foi o do meia Leonardo Ponzio, que ficou 10 minutos sem poder enxergar. Os outros atingidos foram Leonel Vangioni, Ramiro Funes Mori e Matías Kranevitter. Todos passaram a madrugada de sexta-feira no Instituto de Queimados de Buenos Aires e foram liberados.
Imagens no jogo mostram três homens no setor da barra brava mais conhecida do clube, a 12, com o rosto parcialmente coberto, furando o plástico do túnel dos visitantes através da grade que separa a torcida do campo. Eles parecem usar um sinalizador para fazer a perfuração.

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