Boca e River abrem final histórica da Libertadores em Buenos Aires
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sábado, 10 de novembro de 2018
Das agências 

Buenos Aires - Segundo o jornal inglês The Guardian, um duelo entre Boca Juniors e River Plate é o maior evento que qualquer amante do esporte poderia assistir antes de morrer. E como se o próprio clássico argentino não fosse gigante por si só, Boca e River se enfrentarão pela primeira vez na história na final da Copa Libertadores.
Um feito que coloca ainda mais pimenta nessa rivalidade argentina, com o jogo de ida marcado para este sábado (10) às 18 horas (de Brasília) na Bombonera, casa do Boca, enquanto a volta acontecerá em 24 de novembro no Monumental, estádio do River.
Com o Boca buscando um sétimo título de Libertadores e o River um quarto troféu da competição, o superclássico argentino é inigualável por sua paixão popular. A enorme demanda dos torcedores por um lugar na superfinal inflacionou o mercado de ingressos (já esgotados), vendidos oficialmente por até 40 vezes o seu preço habitual.
Um ingresso para assistir ao jogo de ida da final na Bombonera custou até 118 mil pesos argentinos, cerca de R$ 12,3 mil. Já um lugar no estádio do River para ver o jogo decisivo não saiu por menos de 50 mil pesos, cerca de R$ 5,2 mil. Como referência, o jogo de ida das semifinais da Libertadores entre Boca e Palmeiras, em Buenos Aires, teve ingressos vendidos a partir de 320 pesos (R$ 33).
As duas partidas das finais serão jogadas sem a torcida do time visitante. O que já é uma regra na Argentina há muitos anos, para evitar que setores violentos das torcidas organizadas, os chamados "barra-bravas", continuará valendo também para essa final histórica.
A novidade, porém, é que houve uma intensa pressão do governo nacional para que ambos os jogos pudessem ser disputados com as duas torcidas presentes. O presidente argentino, Mauricio Macri, que comandou o Boca por 12 anos, lançou a ideia num post nas redes sociais, no fim da semana passada, em que dizia: "O que vamos viver na Argentina neste mês será uma final histórica. E também uma oportunidade de demonstrar maturidade e que estamos mudando. Pedi à ministra de Segurança que trabalhe com a prefeitura para que o público visitante possa estar presente".
Entretanto, a realização dos dois jogos sem torcida visitante foi confirmada já na segunda-feira (5). "O mundo está esperando que joguemos. Isto é um jogo, aqui não vai a vida e todos temos que fazer nossa parte", comentou o presidente do River Plate, Rodolfo D'Onofrio. "Peço aos torcedores do Boca que vivam em paz e com alegria", completou o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici.


