Boa campanha do NAC não desperta Rolândia
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Nacional foi o melhor time do interior na primeira fase do Campeonato Paranense. No octgonal final, é o quarto colocado, com oito pontos. Não tem mais chances de título, mas ainda sonha em tirar do J. Malucelli a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. A campanha neste retorno à Primeira Divisão já é a melhor da história do clube. Todos esses fatores são ingredientes para mobilizar a cidade de pouco mais de 50 mil habitantes na região de Londrina em favor do clube, certo? Errado. O sucesso do Nacional não atingiu o empresariado e a torcida local, que ainda torcem o nariz quando o assunto é o NAC.
A cidade, apesar de pequena, tem grandes empresas, pelo menos cinco de grande porte. Porém, apenas uma delas, a Itamaraty, estendeu a mão ao clube - por R$ 10 mil, estampou as mangas da camisa. Mesmo assim, foi na reta final do torneio. O restante, virou as costas.
Os dois patrocinadores masters da equipe são empresas londrinenses: a Rodinato, empresa de um dos gestores do clube, e a Sercomtel, que entrou na camisa na reta final do torneio, com um investimento único de R$ 40 mil, suficiente apenas para quitar uma folha de pagamentos.
A torcida também deixa a desejar. Nos sete jogos disputados em Rolândia na primeira fase, só dois não deram prejuízo. O déficit é de R$ 7.500, só nas despesas com o jogo, como arbitragens e logística. A média de público foi de 500 torcedores por jogo. Na segunda fase, entretanto, a torcida acordou, mas ainda de forma tímida. A média já dobrou, mas ainda está longe de ser a ideal. O jogo com mais público foi a vitória sobre o Iraty, com 1.180 pagantes. No último domingo, contra o Paranavaí, não chegou a 500.
A falta de apoio já desanimou os empresários que assumiram a gestão do clube um ano atrás, quando o NAC havia sido rebaixado e teria que disputar a Segundona. Tanto que, mesmo com a campanha supreendente, já pensam em tirar o pé do acelerador para os próximos compromissos. ''Um time com uma campanha dessas e não dá renda. Não dá para entender. Para o próximo Paranaense, temos que repensar os investimentos e fazer um time dentro do que a cidade responde'', desabafou o empresário Persius Sampaio, um dos sócios da Royal Players, empresa que gere o futebol profissional do clube.
Nesta linha de raciocínio, ele já adiantou que o Nacional não disputará a Copa Paraná, se ela for realizada este ano. ''A Copa Paraná é prejuízo certo e grande. No ano passado gastamos R$ 300 mil'', apontou, antes de deixar no ar uma remota possibilidade. ''A não ser que o prefeito (Jhonny Lehmann, do PTB) consiga ligar para algumas das grandes empresas da cidade e convencê-las a ajudar-nos'', cobrou.


