São Paulo, 14 (AE) - A juventude e alguns recentes problemas extracampo até poderiam atrapalhar o atacante são-paulino Sandro Hiroshi. Mas não atrapalham. Aos 18 anos, o jogador mostra uma personalidade forte, esquece pequenos contratempos e ganha a confiança da torcida com boas atuações. "Fiquei surpreso com minha rápida adaptação no São Paulo", admite. "A força e a vontade de vencer do grupo me ajudaram bastante."
O Botafogo-RJ, depois de ser goleado pelo São Paulo por 6 a 1, no Morumbi, chegou a reclamar que Hiroshi jogou irregularmente e pediu os pontos da partida. A razão seriam pendências do atleta com um antigo clube. A diretoria da equipe paulista garantiu que não existe nada de errado quanto à condição legal de Hiroshi. "Estou muito à vontade, procuro jogar bola e não deixo que este tipo de coisa tenha qualquer interferência no meu trabalho", afirma.
Hiroshi tem razão e prova isso com um bom desempenho. Além de começar a fazer os seus gols - foram três na excursão ao exterior e mais um no Brasileiro, o atacante tem feito belas assistências. "Sei fazer gols e também sei dar passes para meus companheiros", garante. Ele ficou conhecido como o goleador do Rio Branco no último Campeonato Paulista. Fez 11 gols na segunda fase, sendo vice-artilheiro da competição. No São Paulo, ganhou um forte concorrente na briga pela artilharia - França, em boa fase.
Hiroshi tem sido, algumas vezes, sacrificado pelo técnico Paulo César carpegiani e substituído no segundo tempo. Humilde, nunca reclamou.
Nascido em Araguaína, cidade goiana na ocasião, que hoje pertence a Tocantins, Hiroshi foi criado na maranhense Estreito, onde mora sua família. O jogador leva vida tranquila no Centro de Treinamento, onde mora. Na folgas, aproveita para visitar alguns amigos em Americana, no interior paulista. "Aqui no CT, ouço música e assisto a TV", conta.

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