BMW vence a as 24 Horas de Le Mans
37 anos, correu 9 vezes em Le Mans, vencendo as provas de 92, 94 e 95 (hoje foi sua 4º vitória na competição; o recordista é o belga Jacky Ickx com 6 vitórias); Pierluigi Martini, 38 anos, fez sua 5ª prova no circuito e o Joachim Winkelhock, 38 anos, disputou sua 2ª prova consecutiva em Le Mans com uma BMW V12. Foi a segunda vitória importante da BMW Motorsport em provas de longa duração, este ano. A primeira foi nas 12 Horas de Sebring, na Flórida, cujas principais adversárias foram a Ferrari e a Audi. Mas a Mercedes e as equipes japonesas não competiram. A BMW ainda conseguiu um excelente 5º lugar com uma equipe privada
a Bscher, com o alemão Thomas Bscher, o inglês Steve Soper e o americano Bill Auberlein. A BMW Motorsports trabalha com a Williams e, no ano que vem, voltará a F-1, fornecendo motores para a equipe inglesa. Técnicos de Frank, principalmente em aerodinâmica, deram suporte à BMW na preparação dos carros para Le Mans. Para o experiente Dalmas, a BMW, finalmente, descobriu o caminho da vitória em Le Mans. "Tudo o que se precisa, aqui, é uma equipe organizada e um carro muito resistente. São duas condições básicas para vencer. Desta vez a BMW teve o que precisava." Segundo o piloto
a fábrica está eufórica com a volta à F-1. "Senti que os dirigentes encararam a vitória como a perspectiva do que vai acontecer no ano que vem. A BMW estará competindo com a Mercedes na F-1. E nós vamos tentar batê-la outra vez, em Le Mans", comentou. A Audi trabalha desde o começo da década com os pilotos italianos Emanuele Pirro e Rinaldo Capello e o francês Frank Biela, que já venceu títulos de turismo na França e Inglaterra. O mais experiente é Pirro que correu pela Benetton e Dallara, na F-1, e conquistou os mais importantes campeonatos de turismo na Itália, quando desistiu de vez das provas de monopostos. Em um dos intervalos para a troca de pilotos, neste domingo, Pirro admitiu que o trabalho de vários anos com a Audi foi fundamental para a boa classificação: "Nós nos entendemos bem. Cada um sabe o que deve fazer. Eles prepararam os carros com perfeição e nos dirigimos o melhor possível. O trabalho de box também teve uma participação decisiva", explicou. Comprovando que as 24 Horas de Le Mans está para o automobilismo assim como o festival de Woodstock está para a música pop, quando a bandeira quadriculada anunciou a vitória da BMW mais da metade das 200 mil pessoas já tinham levantado o acampamento, enfrentando um enorme congestionamento nas autopistas e estradas vicinais da região. Classificação final: 1º - Yannick Dalmas/Pierluigi Martini/Joachin Winkelhock, BMW V12 LMR, 365 voltas; 2º - Ukyo Katayama/Keichi Tsuchiya/Tsuchiya, Toyota GT-One, a uma volta; 3º - Emanuele Pirro/Frank Biela/Didier Theys, Audi R8R (Team Joest), a 5 voltas; 4º - Michele Alboreto/Laurent Aiello/Rinaldo Capello, Audi R8R (Team Joest), a 19 voltas; 5º - Thomas Bscher/Steve Soper/Bill Auberlein, BMW V12 LM, a 20 voltas; 6º - Andrea Montermini/Dominico Schiattarella/Alex Caffi, Courage-Nissan C52, a 23 voltas.Por Castilho de Andrade A BMW conquistou hoje em sua primeira vitória nas 24 Horas de Le Mans, mantendo a liderança desde a noite de sábado, quando foi beneficiada pela saída da Mercedes e das quebras de dois dos três carros da Toyota, as duas equipes favoritas. O italiano Pierluigi Martini cruzou a linha de chegada, depois de dividir o volante durante o percurso com o francês Yannick Dalmas e o alemão Manfred Winkelhock. A Porsche, recordista de Le Mans com 16 vitórias, não participou da prova este ano, com equipe oficial de fábrica. Agora, nas estatísticas da corrida, são 18 vitórias de motores V12 contra 29 dos motores V6 e 13 dos V8. E são 18 vitórias alemãs contra 16 de marcas inglesas, 14 de francesas e 13 de italianas. A estréia da Audi em Le Mans superou a expectativa do austríaco Wolfgang Ulrich, diretor de esportes da marca. O investimento da Audi em provas de turismo, em diversos países da Europa, além da experiência anterior no Mundial de Rali, deu a equipe a condição necessária para consistente participação na corrida de 24 horas, encerrada às 16h (11h, de Brasília). Mas a cena que a 67ª edição da mais famosa prova de endurance guardará para a história pertence à AMG-Mercedes do britânico Peter Dumbreck que fez um impressionante vôo, girando no ar três vezes, e caindo sobre as rodas junto a vegetação, a alguns metros da pista, sem maiores consequências para o piloto. O acidente com a Mercedes, 3º colocada na prova até então, aconteceu depois de 5 horas de corrida, na curva Indianápolis. "Milagre em Le Mans", foi a manchete de hoje do jornal esportivo francês "LEquipe", com uma sequência de fotos da Mercedes no ar. Nos treinos de qualificação, a Mercedes também decolou duas vezes com o piloto Mark Webber. "Nós criamos artifícios para aumentar em 25 por cento a pressão aerodinâmica dos carros depois dos acidentes com Webber. Agora vamos analisar os carros para descobrir exatamente o que aconteceu", disse Norbert Haug, diretor de competições da fábrica, ainda no Sábado, quando a equipe saiu da competição. Nesta altura, todos da marca alemã, forte favorita ao título, já estavam fora da corrida. A Audi e a BMW asseguraram o prestígio da Alemanha contra os japoneses da Toyota que dominaram os treinos e largaram com uma dobradinha. Mas os dois protótipos que saíram na frente ficaram ao longo do percurso. Quem representou melhor a Toyota foi o trio japonês formado por Ukyo Katayama, ex-piloto da F-1, Keichi Tsuchiya e Tsuchye Suzuki. O resultado foi aquém das expectativas dos técnicos japoneses por causa dos problemas com os dois principais carros da equipe. Mas um pneu furado nos últimos 45 minutos da corrida valorizou o resultado. Graças a vantagem de tempo acumulada, Nakayama parou no boxe para a substituição do pneu e manteve a classificação. A BMW V12 LMR, modelo sem capota com um motor de 6 litros, deve sua vitória à experiência de seu trio de pilotos. Yannick Dalmas





