O presidente da Fifa, Joseph Blatter, garantiu ontem, através de um comunicado, que a final da Copa do Mundo será disputada em Yokohama, descartando rumores envolvendo uma mudança de sede e negando as acusações de complô em favor da Coréia do Sul. ‘‘Os atuais rumores me obrigam a repetir claramente que a final da Copa acontecerá em Yokohama, no dia 30 de junho, como está previsto no calendário de partidas’’, disse Blatter, acrescentando que ‘‘toda suposição de um complô em favor da Coréia do Sul é nula e não tem validade’’.
Blatter disse que ficou bastante satisfeito com a Copa do Mundo que está quase chegando no final, e que ficou claro ‘‘que até as grandes equipes podem tropeçar’’. ‘‘Isto demonstra que o trabalho de desenvolvimento iniciado por João Havelange, e que eu continuei apoiando, tem dado seus frutos. As diferenças (em consequência dos meios econômicos, técnicos ou pessoais disponíveis) se reduziram no futebol’’.
‘‘Eu só posso dizer que a Fifa não é responsável pelo erros cometidos na preparação como o excesso de jogos e de uma pausa curta antes do Mundial. As datas da Copa são conhecidas com anos de antecedência. Então, há tempo para a preparação necessária’’, finalizou.
Boa vizinhança – O presidente sul-coreano, Kim Dae Jung, viajará no próximo domingo para Yokohama para acompanhar a decisão do Mundial. Dae Jung estará acompanhado de sua mulher, Hee Ho Lee, e assistirá à final ao lado do imperador japonês Akihito.
Homem-forte – Numa cadeira da sala vip do estádio de Jeonju, Chung Mong-joon fez há poucos dias, a pedido da reportagem, uma análise do que a Copa significa politicamente para ele. ‘‘Não há dúvida de que estou ficando mais popular’’, disse. Mais atuante personagem dos bastidores desta Copa, ele tem razões para ficar satisfeito com o sucesso da seleção sul-coreana.
Chung, 50 anos, preside o Comitê Organizador do torneio na Coréia do Sul. Comanda a Federação de Futebol local. Ocupa uma das vice-presidências da Fifa. É herdeiro do grupo Hyundai, um dos maiores conglomerados do país. Também faz parte da Assembléia Nacional, posição que equivale à de um deputado federal no Brasil. Mas ele quer mais: a presidência do país. ‘‘Meu nome tem sido discutido. E fico contente com isso.’’ (Agência Folha)

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