Blatter aceita convite para ir ao Senado
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terça-feira, 10 de abril de 2012
Eduardo Bresciani <br> Agência Estado 
Brasília - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, encaminhou carta à Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, aceitando o convite para discutir o projeto da Lei Geral da Copa. O dirigente suíço queria que o secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, o representasse no encontro sobre o tema em Brasília, mas os senadores não concordaram com a ideia, em retaliação à declaração dele de que o Brasil precisaria de um ''chute no traseiro'' para apressar o andamento das obras para o Mundial de 2014.
Diante da negativa do Senado em receber Valcke, por causa da polêmica declaração, a Fifa chegou a afirmar na semana passada que Blatter não viria ao Brasil para discutir a Lei da Copa como queriam os senadores. Com isso, a entidade ficaria de fora da discussão do projeto que mais lhe interessa no Congresso Nacional. Mas houve um recuo do dirigente suíço, para chegar a um entendimento e tentar acelerar a votação da legislação.
A informação da carta de Blatter aceitando o convite foi lida nesta terça-feira pelo presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, Roberto Requião (PMDB-PR). No documento enviado, o presidente da Fifa pede que seja negociada uma data para sua presença na audiência em Brasília.
Roberto Requião deixou clara a surpresa com a concordância de Blatter em comparecer ao Senado. Ele destacou ainda que, devido ao regimento, isso fará com que a tramitação do projeto seja suspensa até a realização da audiência com o presidente da Fifa. A expectativa do governo é votar a Lei Geral da Copa na primeira quinzena de maio no Senado.
Atrasos
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, qualificou de ''desprezíveis'' os atrasos em obras de estádios para a Copa do Mundo de 2014. Na semana passada, o governo federal divulgou um balanço mostrando que o cronograma não chegou nem à metade em oito das 12 arenas que estão sendo construídas para o evento. Mas ele minimizou o problema ao participar nesta terça-feira de audiência na comissão de Educação, Cultura e Esporte no Senado.
''Os atrasos são, do ponto de vista cronológicos, muito desprezíveis. Não há atraso significativo nem no Beira-Rio. É possível recuperar em todos os casos'', disse o ministro.


