Eles foram titulares do Londrina B na Divisão de Acesso. Ganharam parte da torcida, mas a outra parte os queria bem longe do VGD. Mesmo assim foram úteis ao time que disputou a Segundona. Com a montagem da equipe da Copa 100 Anos, perderam espaço e foram preteridos pela diretoria alviceleste. Agora, na rival Portuguesa Londrinense, o meia Biro e o atacante Roberto querem provar no jogo de amanhã à tarde, no Estádio do Café, que mereciam crédito no Tubarão.
Ambos não admitem publicamente que ficaram mágoas e que aguardam com ansiedade a hora de enfrentar o ex-clube. Dizem que não tem clima de vingança e minimizam o clássico, classificando-o como ''um jogo como outro qualquer''.
''É um jogo normal, mais um clássico que vou disputar, só que desta vez estou na Portuguesa. Futebol é assim, estava lá e agora estou aqui. Não deu certo lá (no Londrina) e não fui aproveitado'', descartou Biro. O jogador, porém, não aceitou uma proposta do futebol hondurenho no mês passado para mostrar na Portuguesa que poderia passar mais uma temporada no Londrina.
Já o atacante Roberto, disse estar dando continuidade ao seu trabalho. ''Que tem um gostinho especial tem quando se atua contra a ex-equipe, mas não tenho mágoas, não. Só tenho a agradecer'', disse.
Roberto porém, terá que esperar uma chance durante o jogo para tentar fazer um gol no ex-clube. Ele cumpriu suspensão na partida contra o Iguaçu e ficará no banco amanhã. Ézio, que fez um gol, deu passe para outro e perdeu um pênalti será mantido no ataque, ao lado de Danielzinho. A única alteração será a entrada de Robert na vaga do machucado Carlos Lima.
Aléssio, campeão paranaense pelo Londrina em 92, na última conquista alviceleste, está confirmado no meio-campo e será o novo capitão do time.
O clássico marcará também a estréia do técnico Edson Vieira, que assume a equipe pela sexta vez, desta vez, bem diferente, segundo ele, do que nas vezes anteriores. Ele substitui Dirceu Mattos, que deixou a Lusinha para ser auxiliar de Itamar Bernardes na vice-campeã Estadual, Adap. ''Estou mais calmo, mais tranquilo. A ansiedade só atrapalha o grupo, o jogador se espelha em você'', afirmou.
Ele também evitou polemizar sobre o favoritismo de sua equipe. ''Hoje, a Portuguesa está num momento melhor, mas não eciste favorito, não. Lá (no Londrina) estão motivados também'', minimizou. ''Tem um gosto especial por ser clássico. É a melhor comida que tem'', comparou.

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