Não é raro encontrar atletas que praticam muito bem um esporte, mas tem o biotipo perfeito para outro. Foi o que aconteceu há quase dez anos com a atleta de Londrina, Adelly Oliveira Santos, que até pouco tempo atrás representava a equipe Londrina/Caixa/Sercomtel, mas foi convidada para treinar na BMF, em São Paulo.
No atletismo, ela começou com salto triplo e salto em distância, mas logo o técnico dos velocistas da equipe, Gilberto Miranda, viu que ela se daria melhor em outra categoria.
Atualmente a atleta corre provas com barreiras e no ano passado foi a terceira colocada no Troféu Brasil, nos 100 metros com barreiras. ''Eu tinha muita velocidade, mas não conseguia fazer transferência, daí o Gilberto me viu numa competição entre escolas e sugeriu que eu mudasse. Antes do atletismo, joguei vôlei, handebol, basquete e fiz até ballet clássico. Mas sempre tive o perfil que tenho hoje, só faltava achar o esporte certo'', conta a atleta que tem 1m78 e 64 kg.
Identificar características no biotipo de atletas, que poderiam ser melhor aproveitadas em outras modalidades, faz parte da rotina do professor doutor em Ciências do Esporte, Antônio Carlos Dourado. Ele é responsável pelas avaliações dos atletas que fazem parte do programa Paraná Talento Olímpico-Top 2016, do governo estadual. ''Tinha um garoto, por exemplo, que fazia tempos excelentes na natação. Só que na esteira, ele também era muito bom, fazia 20 km/h, algo muito difícil. Então será que ele não seria um ótimo triatleta? E se fosse bem assim na bicicleta também? É importante despertar esse tipo de dúvida'', declara. (J.F.)

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