São Paulo - Renato Gaúcho procura aceitar com naturalidade seu bilhete azul. ''É aquela velha cultura brasileira de que a culpa é sempre do treinador. Se os resultados são ruins, vem a cobrança e pedem a cabeça do técnico. Não importa o que aconteceu antes. Assim é o futebol'', se conforma.
Conformado também está Roberto Rojas, que pegou o rojão quando Oswaldo de Oliveira foi tirado do São Paulo. Preparador de goleiros, o chileno, no início, não se empolgou muito com o ''cargo de treinador''. Mas, com o tempo, foi tomando gosto pela coisa e chegou até a sonhar em ser efetivado. Não foi e restou-lhe sair com ''a consciência do dever cumprido''.
''Vimos que ele tem muito potencial, mas temos outros planos'', alegou o superintendente de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, quando explicou por que o clube estava indo atrás de outro treinador. A opção foi por Cuca, 40 anos. Novo, mas bem mais experiente que o marinheiro de primeira viagem Rojas. (A.L.)

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