São Paulo - O ex-técnico da seleção argentina, Carlos Bilardo, confessou à revista local ''Veintitres'' que mandou dopar os jogadores brasileiros no confronto entre os dois países nas oitavas-de-final da Copa do Mundo da Itália-1990.
Na ocasião, o Brasil foi eliminado após perder por 1 a 0, com um gol do atacante Claudio Cannigia, aos 35 minutos do segundo tempo. O jogo foi disputado no Estádio Delle Alpi, em Turim, no dia 24 de junho de 1990.
Bilardo disse que pediu ao massagista Miguel di Lorenzo para misturar tranquilizantes em uma garrafa de água e distribuir aos brasileiros.
Quando a partida estava paralisada para o atendimento de Diego Maradona, o massagista entregou a garrafa para o lateral-esquerdo Branco. Na época, o brasileiro chegou a reclamar que havia ficado tonto depois de beber a água.
Recentemente, Maradona também admitiu que alguns jogadores rivais haviam tomado o líquido que estava com drogas.
No Mundial da Itália, a Argentina disputou a final contra a Alemanha e foi derrotada por 1 a 0, com um pênalti anotado por Andreas Brehme.
Luxemburgo No momento em que Vanderlei Luxemburgo realiza o sonho de dirigir um grande clube europeu, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, admite ter cometido um erro com o ex-treinador da seleção nos Jogos Olímpicos de Sydney.
O dirigente afirmou que foi uma falha enviar o técnico do time principal para a competição. ''Não deveríamos ter feito isso. O Luxemburgo acabou acumulando a pressão da seleção olímpica, o que não era necessário'', afirmou o dirigente.
Luxemburgo, hoje no Real Madrid, foi demitido após o fracasso olímpico. Seu time foi eliminado por Camarões, que tinha dois jogadores a menos, na morte súbita, nas quartas-de-final.
A eliminação em Sydney e queda na seleção atrasaram os planos de Luxemburgo de dirigir um time de ponta na Europa. Só agora o treinador conseguiu colocar o projeto em prática.
Ontem, o dirigente declarou também que o regulamento do Brasileiro-05 terá ''pequenas'' alterações. Uma delas deverá ser a realização de jogos com portões fechados como punição aos clubes que tiverem problemas nas partidas em seus estádios provocados pela torcida local.

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