Os jogadores argentinos podem ter sido poupados pela torcida e pela mídia de seu país. Mas não Marcelo Bielsa. Quando deixou o campo cabisbaixo, foi xingado pelos poucos torcedores argentinos no estádio. E se irritou com jornalistas que queriam saber se ele não tinha desfigurado o time.
Bielsa, realmente, não manteve uma base. Testou, testou, mas acabou o torneio sem saber qual seria a melhor formação. Contra a Suécia, sacou Placente da defesa, Simeone e Verón do meio-campo e decidiu entrar com Claudio López no ataque, deixando Kily González no banco.
No segundo tempo, mudou tudo. Ou tudo o que podia. Tirou Batistuta, que não estava bem, sacou Almeyda para colocar Verón e tirou Sorín, um dos poucos que vinham bem, substituindo-o por Kily González. Pressionado pelos repórteres argentinos, que já se perguntam quem o substituirá na seleção, Bielsa foi reticente. Disse que seu contrato termina no dia 30, que não está envergonhado com a desclassificação argentina e que faltou sorte a seus atacantes.
Bielsa tem reclamado do atraso nos salários, que, para piorar, não estariam seguindo a cotação do dólar, como combinado. Agora, então, vai ser mais difícil ainda receber. Com a eliminação na primeira fase, a situação financeira da AFA, que já era crítica, deve ficar pior. (Agência Folha)

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