Bicampeão mundial de caratê projeta três medalhas brasileiras em Tóquio
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sábado, 03 de setembro de 2016
Lucio Flávio Cruz 
Principal nome do caratê brasileiro, o gaúcho Douglas Brose, 30 anos, acredita que o Brasil tem condições de ganhar até três medalhas na Olimpíada de Tóquio, em 2020. Bicampeão mundial (2010 e 2014), campeão pan-americano e atual número um do ranking mundial, na categoria kumitê até 60 quilos, Brose aposta, inclusive, no londrinense Vinícius Figueira como um dos favoritos.

"Teremos oito categorias nos Jogos Olímpicos e temos pelo menos três brasileiros nas primeiras posições do ranking mundial. Além de mim, tem o Vinícius e a Valéria (Kumizaki é a segunda do ranking mundial até 55 quilos). Claro que o caminho é longo até lá, mas as chances são reais", apontou.
Morando há mais de 20 anos em Florianópolis, o lutador acredita que entre as cinco novas modalidades que estarão nos Jogos do Japão, o caratê é o que tem mais a ganhar. "Batemos na trave algumas vezes e podemos crescer muito mais que os outros. Se você pegar o surf, o skate, o beisebol, todos já possuem grandes patrocinadores e maior visibilidade. O caratê é relativamente novo no Brasil e por isso é uma conquista muito importante", frisou.
Brose chegará a Tóquio com 34 anos e mesmo assim acredita que estará no seu auge. O atleta garante que tem se preparado nos últimos 25 anos para uma disputa olímpica e o que muda agora é a motivação. "Estamos todos muito contentes e felizes, mas não tenho o que alterar na preparação. Tenho feito isso a vida toda. O desafio é seguir motivado e ter a cabeça boa para manter o alto nível nos treinos e nas competições".
O caratê terá quatro categorias masculinas e quatro femininas, sendo uma de kata, que é a demonstração, e três pesos de kumitê, que é a luta. A tendência é que entre os homens as categorias sejam menos de 67 quilos, menos de 75 e acima de 75. No feminino, menos de 55, de 61 e mais de 61 quilos.


