Principal nome do caratê brasileiro, o gaúcho Douglas Brose, 30 anos, acredita que o Brasil tem condições de ganhar até três medalhas na Olimpíada de Tóquio, em 2020. Bicampeão mundial (2010 e 2014), campeão pan-americano e atual número um do ranking mundial, na categoria kumitê até 60 quilos, Brose aposta, inclusive, no londrinense Vinícius Figueira como um dos favoritos.

Imagem ilustrativa da imagem Bicampeão mundial de caratê projeta três medalhas brasileiras em Tóquio
| Foto: Divulgação/AV Assessoria


"Teremos oito categorias nos Jogos Olímpicos e temos pelo menos três brasileiros nas primeiras posições do ranking mundial. Além de mim, tem o Vinícius e a Valéria (Kumizaki é a segunda do ranking mundial até 55 quilos). Claro que o caminho é longo até lá, mas as chances são reais", apontou.

Morando há mais de 20 anos em Florianópolis, o lutador acredita que entre as cinco novas modalidades que estarão nos Jogos do Japão, o caratê é o que tem mais a ganhar. "Batemos na trave algumas vezes e podemos crescer muito mais que os outros. Se você pegar o surf, o skate, o beisebol, todos já possuem grandes patrocinadores e maior visibilidade. O caratê é relativamente novo no Brasil e por isso é uma conquista muito importante", frisou.

Brose chegará a Tóquio com 34 anos e mesmo assim acredita que estará no seu auge. O atleta garante que tem se preparado nos últimos 25 anos para uma disputa olímpica e o que muda agora é a motivação. "Estamos todos muito contentes e felizes, mas não tenho o que alterar na preparação. Tenho feito isso a vida toda. O desafio é seguir motivado e ter a cabeça boa para manter o alto nível nos treinos e nas competições".

O caratê terá quatro categorias masculinas e quatro femininas, sendo uma de kata, que é a demonstração, e três pesos de kumitê, que é a luta. A tendência é que entre os homens as categorias sejam menos de 67 quilos, menos de 75 e acima de 75. No feminino, menos de 55, de 61 e mais de 61 quilos.

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