Apesar de ocupar a primeira colocação no Grupo A do Campeonato Brasileiro da Série B, o Náutico está sem treinador. Ontem, após uma rápida reunião com o presidente Josenir Corrêa, o técnico Orlando Bianchini deixou o cargo. O auxiliar Édson Ferreira, que chegou ao clube por indicação do próprio Bianchini, assume interinamente.
A demissão surpreendeu a todos no clube. O pronunciamento oficial do Náutico é o de que o treinador pediu para sair, alegando problemas pessoais. Bianchini confirmou a versão no início da tarde. ‘‘Estou há mais de 50 dias longe de minha família. Às vezes, não vale a pena tanto sacrifício’’, justificou.
Apesar do impacto causado pela notícia, os jogadores tentaram encarar o fato com naturalidade. ‘‘A gente que convive no meio do futebol está habituado com isso. Temos que pensar no desafio contra o Londrina’’, comentou o meia-atacante Chapecó.
Para o experiente meia Grizzo, a saída de um técnico mexe um pouco com os atletas. ‘‘Ele não falou nada com a gente. Deixou apenas um recado no quadro colocado no vestiário. Agradeceu pelo trabalho do grupo e deixou um abraço, só isso.’’
O zagueiro Ricardo Rambo procurou assimilar o fato de uma forma diferente. ‘‘Temos que ficar motivados e continuar o atual trabalho.’’

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