Agência Estado
Depois de ter sido campeão carioca jogando pelo Flamengo, no sábado, o mato-grossense Beto (foto) recebeu mais uma boa notícia ontem de manhã: a convocação para a seleção brasileira que vai disputar a Copa América no Paraguai. Para o jogador, as suas atuações no rubro-negro são o principal motivo para o técnico Wanderley Luxemburgo tê-lo chamado. ‘‘Estou atravessando a melhor fase da minha carreira’’, explicou.
Beto estava de férias em Vitória, no Espírito Santo, quando recebeu a notícia da convocação através de um amigo. ‘‘Foi uma grande surpresa’’, disse. Ainda ontem, ele viajou para Foz de Iguaçu para apresentar-se à seleção, mas antes passou no Rio para pegar suas roupas.
O meia declarou que ficou decepcionado quando ficou sabendo que o seu nome não estava na lista inicial de Luxemburgo, mas o técnico Carlinhos não o deixou desanimar. ‘‘Ele me deu muita força e credito essa alegria a ele’’ afirmou.
Segundo Beto, o treinador mudou a sua forma de jogar, escalando-o mais recuado. ‘‘Estou marcando melhor e atuando com mais garra nesse carioca, o que foi decisivo para chegar ao meu objetivo, que era a seleção’’, comentou. Além de Carlinhos, ele agradeceu aos seus companheiros de time e ao superintendente de futebol do Flamengo, Gilmar Rinaldi.
No Campeonato Carioca, Beto marcou quatro gols e, na final contra o Vasco, assumiu o posto de capitão do time. Como Romário estava ausente, ele foi o líder da equipe e um dos responsáveis pela união demonstrada pelo equipe nas duas partidas.
O jogador lembrou que a última partida que jogou com a camisa do Brasil foi um amistoso contra Rússia em 1996. ‘‘Agora não quero sair mais’’, garantiu.
A única competição oficial que o meia disputou pela seleção brasileira foi o Pré-Olímpico da Argentina, em 95. Nesse torneio, Beto marcou um gol com um chute de longa distância, na final contra Argentina. O jogo terminou empatado em 2 a 2 e o Brasil ganhou a competição na disputa de pênaltis.
O jogador declarou que, independente da convocação, quer continuar no Flamengo quando a Copa América acabar. ‘‘Estou feliz na Gávea.’’ O seu passe pertence ao rubro-negro, mas o clube ainda deve US$ 2,1 milhões ao Napoli, da Itália, dono do passe do jogador.
Mato-grossense de Cuiabá, Beto, 24 anos, iniciou a carreira no Dom Bosco (MT), clube que trocou o seu passe por 50 pares de chuteiras com o Botafogo. Em 1995, ganhou notoriedade no futebol nacional ao conquistar pelo Botafogo o Campeonato Brasileiro em 1995. Beto também jogou no Napoli, da Itália, e no Grêmio.

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