Berros, choro, riso rezas, valeu tudo
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de dezembro de 2001
Rosana Félix<bR>De Curitiba 
Cerca de 8 mil pessoas, segundo estimativas da Polícia Militar, assistiram à conquista do título inédito do Atlético Paranaense ontem, em um telão montado do lado de fora do estádio Joaquim Américo, em Curitiba. Desde o início da partida, os torcedores estavam confiantes na vitória e não se deixaram intimidar pela garoa fina que esteve presente durante parte da tarde. A torcida acompanhou o jogo cantando o hino do Atlético, intermediado por gritos de ''é campeão''.
O auxiliar de serviços gerais, Juliano Moraes da Oliveira, passou metade do jogo ajoelhado, rezando. ''Estou fazendo todas as coisas que eu fiz no primeiro jogo. No segundo tempo eu ajoelhei e deu certo. Hoje não vai ter quatro gols, mas o título já é nosso'', comemorou antecipadamente.
Muitos torcedores da Região Metropolitana de Curitiba também foram assistir o jogo na casa do Atlético. ''Viemos de Campo Largo e chegamos aqui às 14 horas. Vi todos os jogos na Baixada e não ia ser hoje que eu ia faltar'', afirmou Eliane Basso, acompanhada de cinco amigos. O aposentado Alcindo de Oliveira, 75 anos, disse que sempre foi rubro-negro e que tinha a esperança de ver seu time ser campeão brasileiro. ''Pelo desempenho durante este ano, vi que tinha chegado a hora'', afirmou.
O 13º Batalhão da Polícia Militar, locado na Praça do Atlético, comandou a operação de policiamento nas imediações da Arena com 280 homens. Durante a partida, um repórter da emissora Sportv foi atingido por um rojão e machucou os braços, mas passa bem. Por volta das 18h50, o porteiro Benedito Moreira do Vale, 44 anos, foi atropelado por um ônibus da Viação Água Verde enquanto trafegava, de bicicleta, pela canaleta do ônibus. O ciclista morreu na hora. Ele vestia uma camiseta do Atlético.


