Curitiba - Depois de seis meses de ausência e com o título de campeão mundial ainda fresco na memória, o técnico Bernardinho voltou ontem a trabalhar para alunos do Centro Rexona de Excelência do Voleibol, do qual é coordenador geral e fundador. O técnico da seleção brasileira masculina de vôlei deu aulas para alunos da escolinha do Tarumã, em Curitiba, que atende cerca de 800 crianças.
Bernardinho afirmou que agora, com um pouco mais de tempo, pretende se dedicar mais à formação das crianças e também ao time do Rexona, de vôlei feminino que começa a participar da Superliga Feminina 2002/2003 a partir do dia 30 de novembro. Sob o comando de Bernardinho e com a participação de Fernanda Venturini, o Rexona foi três vezes campeão brasileiro. O novo técnico, desde a temporada passada, é Hélio Griner.
''Fiquei bastante tempo fora. Quero que as crianças sintam que estou neste projeto junto com elas e também quero passar algumas experiências que eu tive, saciar as curiosidades'', afirmou o técnico. Ele revela que pretende, enquanto não estiver novamente ocupado com a seleção brasileira, dedicar mais tempo ao seu projeto. ''A minha intenção é ficar em Curitiba pelo menos três dias por semana'', promete.
No contato com as crianças, ele deu aulas práticas e também respondeu a perguntas dos pequenos atletas. Além do técnico, outros membros da comissão técnica da seleção brasileira campeã mundial voltaram a se integrar ao Rexona. São os casos do assistente técnico Ricardo Gomes Tabach e do fisioterapeuta Guilherme Tenius, o Fiapo.
O próximo grande desafio do técnico Bernardinho, que sempre teve sucesso nos times e seleções que comandou, será a disputa das olimpíadas de Atenas, a serem realizadas em 2004. A meta primeira é a classificação e depois a conquista de medalha. A seleção brasileira masculina de vôlei foi campeã olímpica em 1992, em Barcelona.
O Centro Rexona de Excelência do Voleibol conta com 24 núcleos, 22 deles espalhados em 18 cidades do Paraná e dois em São Paulo, o da Favela do Heliópolis, o primeiro em uma área carente, e o de Indaiatuba.
As crianças que participaram da atividade puderam constatar que pessoalmente o técnico Bernardinho não é tão bravo quanto parece nos jogos da seleção. ''Ele é legal, simpático, fala bem. Dá muita atenção para os jogadores que estão iniciando. Achava que ele era bravo, mas vi que não'', diz Carla Andrade Gaspar, 10 anos, que treina na categoria baby (time de dois participantes da metodologia minivôlei), implantada no Centro Rexona por Bernardinho).

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