Toyama, Japão, 05 (AE) - O próximo compromisso da seleção brasileira feminina de vôlei, às 2h30 de sábado para domingo, contra a Tunísia, rival sem nenhuma tradição no esporte
deverá ser o mais fácil da Copa do Mundo do Japão, seletiva para a Olimpíada de Sydney. Na primeira fase, em Okayama, o Brasil venceu a Croácia e o Peru e perdeu de Cuba. O técnico Bernardo Rezende pensa em aproveitar o jogo contra o campeão africano para revezar as atletas, poupando as titulares. "Vamos começar com a base titular, mas pretendo ir mexendo na equipe durante o jogo."A atacante Ana Moser, com uma lesão crônica no joelho esquerdo, não deve nem começar.
Bernardinho nunca viu a Tunísia jogar, nem em vídeo. Mas o jogo em si não o preocupa. Todos sabem que a Tunísia, que não ganhou nem um set na primeira fase, é o time mais inexperiente do campeonato. "É o mais novo e o mais cru do ponto de vista técnico", admite. O treinador vai aproveitar o jogo fraco, mais os dois dias livres na tabela antes das partidas contra a Argentina, na quarta-feira, e a Coréia, na quinta-feira, para descansar algumas jogadoras e recuperar o time fisicamente.
"Precisamos ir bem na fase seguinte, em Kanazawa", observou Bernardinho, referindo-se à próxima sede dos jogos do Brasil. "Vamos entrar na metade do campeonato e, depois, na reta final, teremos confrontos dificílimos, contra a Itália, a Rússia e o Japão, uma seleção perigosa jogando em casa." Os confrontos contra a Argentina e a Coréia serão em Kanazawa. Mas a seleção despede-se da Copa do Mundo em Nagoya, onde joga nos dias 14, 15 e 16, justamente contra as rivais que Bernardinho considera mais difíceis.
A Tunísia teve problemas em sua federação e ficou afastada três anos do cenário internacional. O técnico Ben Younes recuperou o emprego há sete meses, quando a Tunísia decidiu voltar a investir no vôlei feminino, pensando nos Jogos do Mediterrâneo, que serão realizados no país do norte da áfrica em 2001.
O vôlei da Tunísia ainda é amador. As jogadoras, com média de idade de 22,2 anos e 1,78 metro, são estudantes ou dividem-se entre o trabalho e os treinos que o time faz uma vez por dia. A jogadora Olfa Drid é professora de inglês e suas companheiras Cherifa Soudani, a capitã, e Ayari Aouatef, secretárias de uma repartição pública.

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