Bernardinho teme falta de ritmo no Japão
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domingo, 24 de outubro de 1999
Por Heleni Felippe 
São Paulo, 25 (AE) - A seleção brasileira feminina de vôlei passou setembro e outubro treinando - o último torneio que disputou foi o Sul-Americano, em agosto. As jogadoras estão bem preparadas fisicamente, mas o técnico Bernardo Rezende teme pela falta de ritmo de jogo. O Brasil estréia na Copa do Mundo do Japão no dia 2, contra a Croácia. O time, que seguiu hoje para Tóquio, fará 11 jogos em 15 dias, lutando para ficar entre os três primeiros, posição que assegura vaga para a Olimpíada de Sydney.
"Depois do GP, fizemos uns jogos fracos no Sul-Americano e só; estamos sem jogar há praticamente dois meses", afirmou Bernardinho, hoje, em São Paulo. O técnico dirigiu dois treinos no Sportville antes do embarque. Não soube explicar por que a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) não conseguiu marcar amistosos nem planejou um período de adaptação ao fuso horário de 11 horas de diferença. A seleção masculina, ao contrário, fará uma escala de nove dias na China antes da Copa do Mundo.
Com treinos táticos e coletivos, nos últimos dias, Bernardinho tentou compensar a falta de ritmo. A seleção chegará ao Japão cinco dias antes da estréia e também fará jogos-treino contra o Daiei Orange Attackers. "Não há muito a fazer, espero que elas superem isso", afirmou Bernardinho.
O técnico definiu o time que vai estrear contra a Croácia, vice-campeã européia, com a capitã Ana Moser mais Fofão
Leila, Virna, Janina, Karin e Ricarda como líbero. Mas Bernardinho já avisou que Ana Moser, que tem um problema crônico no joelho direito, só vai jogar seis ou sete partidas. "Tem liderança, experiência, carisma e pode passar isso às mais jovens."
Bernardinho acha que o Brasil pode obter uma das três vagas olímpicas em disputa, mas observa que esse é um time renovado, uma formação que tem cerca de um ano e ainda não atingiu o nível da geração medalha de bronze na Olimpíada de Atlanta, em 1996. "O bom é que é um time que tem cumprido o seu papel." O técnico acentuou que, com exceção de Peru, Tunísia, Argentina e Estados Unidos, oito seleções podem chegar entre os primeiros: Rússia, Cuba, Brasil, China, Coréia, Itália, Croácia e Japão.
A atacante Virna disse que será uma competição difícil, mas a última e mais importante do ano. "Pelo menos estamos preparadas fisicamente para suportar 11 partidas seguidas."


