O técnico Bernardo Rezende (foto), o Bernardinho, deverá dizer hoje, no Rio, o seu ‘‘sim’’ ao desafio de dirigir a seleção brasileira masculina de vôlei no lugar de Radamés Lattari. Se depender do apoio e da torcida dos amigos e contemporâneos da conquista da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984, Bernardinho vai repetir a trajetória de sucesso que teve com a seleção feminina – com as garotas conquistou duas medalhas de bronze olímpicas. José Montanaro, gerente de vôlei do Banespa, e Renan Dal Zotto, gerente de esportes da Unisul, de Florianópolis acham que Bernardinho tem perfil adequado para comandar a seleção masculina.
‘‘O Bernardinho na seleção masculina será exatamente como o Schumacher (o piloto alemão campeão do mundo pela Ferrari), em um carro bom’’, comparou Montanaro. Na sua opinião, o vôlei masculino está oferecendo mais ‘‘recursos humanos’’ para um bom técnico trabalhar – além da atual safra, são muitos os altos e jovens talentosos que vão destacar-se em algum tempo, ao contrário do feminino, em que são poucas as jogadoras sem contar a falta renovação.
A eventual saída de Bernardinho da seleção feminina poderá abrir caminho para o ex-levantador William, técnico do MRV/Minas.

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