São Paulo - A receita do técnico Bernardo Rezende para a Olimpíada permanece a mesma. Quer a seleção jogando sempre 100% para não ter arrependimentos depois, como o ''dos Jogos Pan-Americanos (o Brasil perdeu para a Venezuela na semifinal)''. Com trabalho e grupo unido, a seleção conquistou o título do Mundial, no ano passado, e a Liga Mundial, esse ano. E foi assim, novamente, na Copa do Mundo do Japão, de onde o Brasil trouxe a taça e a vaga para disputar os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004. Ontem, voltaram do Japão cinco dos 12 jogadores que foram - Ricardinho, André Nascimento, André Heller e Escadinha. Os demais foram diretamente para os seus clubes, na Itália, e Anderson ficou no Japão.
Bernardinho repete a receita para Atenas e não adianta: deixa claro que continua a sua busca pela perfeição, ainda que ela não exista. ''Dedicação ao trabalho tem sido a tônica da equipe. Nós somos um bom time, mas só vamos ganhar se jogarmos 100%. Se não jogarmos a 100% somos apenas uma boa equipe que pode perder para outras cinco ou seis boas equipes do mundo. A palavra é consistência'', avisa. O levantador Ricardinho acha que para o exigente Bernardinho o time nunca vai estar jogando o máximo. ''Ele vai continuar cobrando''.
As atenções já estão voltadas para a Olímpiada de Atenas/2004, em que os grandes adversários devem ser novamente Sérvia e Montenegro, Itália, França, Estados Unidos e Rússia (que ficou fora da Copa).

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